quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

1 década das Bodas de ouro dos direitos Humanos


Ontem, "Os Direitos Humanos" completaram 60 anos. Eu fiz um trabalho sobre isso na faculdade - um dos melhores trabalhos que eu já fiz. Estava no terceiro período e, desde esta época, comecei a ter uma opinião mais crítica a respeito deles. Eu penso que é uma forma de universalizar a justiça em termos de conteúdo. E, sob este ponto de vista, é utópico. e discriminante. A democracia tem a ver com o ocidente, com o capitalismo - ou neoliberalismo, como preferir-, mas que invalida o outro lado. É o que se diz: visa transformar o eles em nós; tudo num mesmo conjunto, criando um conceito de ética unilateral, mas dito como universal. E como o que se opõe à ética é violência, a associação do que não vive o contexto dos direitos humanos, será considerado manifestação de violência contra a humanidade. Com o islamismo é assim e com o comunismo também. Já comentei sobre isso, a relação ética-direito.

O contexto pós-segunda guerra era sofrível. Nunca se extrapolou tantos limites quanto naquele tempo. De todos os lados havia intolerância. A primeira impressão é do nazismo e do anti-semitismo, mas também existiu a bomba atômica. E isso foi o que desencadeou a frustrante tentativa de desarmar as potências. Durante todo esse tempo, existiu uma mídia em cima, uma tentativa de convencer a todos que direitos humanos existem, mas não passa de falácia. Existem direitos humanos pra quem "merece" tal tratamento. Não são universais, não são parte do ser humano - daí aquela filosofia de nato x inato- e, a todo momento, são ignorados pelo Estado, sobretudo na figura da polícia.

Tomamos os direitos individuais como fundamento da nossa constituição que os vê como direitos que fazem parte do homem, mas não são realidade num país como o nosso, onde se cumpre a pena e não é solto, existem torturas e condições abaixo do tolerável nas delegacias. Ou quando se tem prisão perpétua, pena de morte, naqueles que estão no mesmo lado que a gente.

É tudo uma hipocrisia. Um comercial, uma forma de ditar as regras e se sobrepor, como vencedores, como referencial, exemplo a ser seguido. Há muito que se discutir a respeito da fundamentação e aplicabilidade dos direitos humanos. O que está ali não se legitima apenas por boa intenção. É apenas uma forma de se pré-identificar como bem. E todo mundo (finge que) acredita.


domingo, 7 de dezembro de 2008

"Parente é serpente"


O gênero é comédia, humor negro dos bons, dos mais realistas. Baseado em uma história real, porque, qualquer dos personagens, alguém há de ter na família. A família tem a cunhada vagabunda, a criancinha gordinha que come compulsivamente e tem pais irresponsáveis, o marido que comeu a cunhada vagabunda, o irmão sozinho há anos que é gay no armário, a irmã hipocondríaca, o pai gagá e submisso com a mãe autoritária, etc.

É um filme de família italiana até a metade. Todos felizes, clima agradável , até que surge o interesse material, a cobiça e a vida dos pais que estão nas mãos dos filhos. A mãe, por causa da idade, sem condições de viver sozinha com o marido sugere aos filhos que os tenham em sua casa. Um filho, escolhido entre eles, cuidará dos dois. E isso é motivo pra que todos lancem seus podres e arquitetem um plano de se livrar dos velhos.

E uma coisa a se reparar é a efusividade das pessoas. Algo tão gratuito, sobretudo em final de ano, quando todo mundo acha que é tempo de superar as diferenças e viver em paz. Hipocrisia. Depois, começa tudo de novo, porque família é só um grupo de pessoas que se reúnem pra sempre e têm de se aturar pra sempre. E, pode crer, quando pensam na possibilidade de morte de alguém com bens, os bens viram alvos de interesse, a menos que tenham que cuidar de quem venha a precisar. E todos criticam quando podem, humilham-se uns aos outros. E há a obrigatoriedade de se relevar, porque é impossivel livrar-se deles.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Sobre o texto abaixo é fácil identificar a intenção do jornal e do autor do texto em quererem "desmitificar" o islâmismo, partindo de uma tragédia para conotações políticas, como se o atentado fosse uma busca muçulmana por representação no mundo.

Há sempre um objetivo de demonstrar que um país mulçumano é tribal, não tem direitos da mulher, não aceitam direitos os humanos, coisas que para os liberais é bem difícil de entender. E partir para uma valoração dos bens que eles consideram importantes , que não são necessariamente os mesmos que os nossos, é inútil. As pessoas não querem entender isso, querem que se diga que o ocidente venceu e que desde o atentado do dia 11 de setembro, terrorismo é coisa de mulçumano. Bem simplista e mesquinha essa visão. E bem mais fácil também, né? Associa-se fatos e cria-se uma lei. Essa é a lógica da ciência medíocre. E daqueles que querem fazer a associação ao eixo do mal que é mulçumano. E ,no caso da India, a pedra no sapato é a República Islâmica do Paquistão. Que coisa,não?

O terrorismo que existe entre India e Paquistão dura desde 1947. A área da Caxemira é sacudida por movimentos terroristas de ambos os lados e sempre houve conflitos ali. O domínio sobre a bomba atômica dos dois países se dá por isso. E não só na corrida armamentista, mas também na correspondência entre direito e religião em ambos os países. Tanto um como o outro têm em seus ordenamentos uma fundamentação religiosa e o povo é regido por normas desta natureza. Já houve guerras e a comunidade internacional vive botando panos quentes pra amenizar isso. Só que ambos são da ONU e uma intervenção armada não seria conveniente.

A questão é que sempre procuram desconstruir o islâmismo. Sempre com exemplos de "mulçumanos que deram certo nos EUA" , no caso um indiano que escreveu a coluna. E o ocidente sempre pensando que o diferente tem que ceder. Que o ocidente sem impõe como aquele de valores universalmente aceitos, ícone da ética, mas enxerga sempre "os atos dos outros" pelo ângulo acusador.

O fato de um grupo terrorista usar violência como forma de chamar a atenção da comunidade internacional e exigir o que acham ser de direito não torna ilegítima a reinvidicação paqueistanesa pelo território da Caxemira. Nem cria uma subdivisão de muçulmanos fundamentalistas, moderados e de direita. Não existe essa obrigação de se posicionar. Existe a de se evitar essa inversão metonímica, ou seja: tomar o todo pela parte (terrorista).

*Revival de um dos melhores posts que eu já escrevi. Sempre, o tópico referência.

Sobre os atentados na India

Encontrando o centro da Índia

KARAN MAHAJAN


EU CRESCI na Colônia de Amigos de Nova Déli, nome improvável de uma coleção de mansões fortificadas em que, a cada ano, as pessoas se conheciam menos.
O bairro foi erguido originalmente nos arredores de Déli, mas acabou sendo cercado pelo crescimento urbano do centro-sul da cidade. Em torno desse condomínio fechado de hindus ricos há um grupo de vilarejos com nomes como Zakir Nagar e Taimur Nagar, além dos prédios da famosa Universidade Jamia Millia Islamia: lugares ocupados por muçulmanos trabalhadores, comerciantes, operários e também professores e estudantes universitários -o tipo de lugar sob maior risco ante as reações enfurecidas após os ataques terroristas islâmicos desta semana.
Digo isso não apenas porque a vingança é algo estúpido e injusto, mas porque tenho a mentalidade do agressor hindu instruído e posso antever a forma que tais ataques tomariam. Cresci em meio aos valores pluralistas e "seculares" pregados nos livros de Educação Cívica usados em sala de aula e sou defensor firme do islã, mas tenho consciência de que não conheço muçulmanos e que minha atitude de esquerda pode ser facilmente modificada ou mesmo quebrada por fatos que me atinjam mais de perto, como os desta semana.
Como lido essencialmente com noções românticas de diversidade -de que nós, indianos, precisamos todos aprender a conviver uns com os outros-, ao mesmo tempo tendo crescido apenas com outros hindus de classe média como eu, atrás de portões que me separaram até mesmo de meus vizinhos islâmicos, posso trocar uma abstração (os muçulmanos como minoria explorada) por outra (os muçulmanos como fanáticos natos) com facilidade. Os muçulmanos que vivem em meu quintal podem, em minha cabeça, passar de trabalhadores a terroristas em um só segundo, se eu quiser.
A possibilidade de tal transformação em pessoas como eu me preocupa neste momento angustiante. Se eu, um indiano de grau de instrução superior que vive em Nova York, longe das vísceras e do pânico da violência, me sinto abalado pela chegada do terrorismo islâmico aos bairros mais elegantes de nossas cidades; e se eu, um esquerdista e livre-pensador, sinto a espécie de desconfiança em relação a muçulmanos que senti por um instante após a medonha quarta-feira, então estou certo de que o mesmo pode se aplicar a muitos e muitos outros esquerdistas em meu país.
E, se isso for verdade, então os muçulmanos da Índia estão numa posição em que a maioria de seus defensores obrigatórios na sociedade, mais notadamente na mídia, pode estar perdida.

Papel para a mídia
A imprensa liberal, sobretudo TVs e jornais em inglês, é criticada constantemente por ser "pró-muçulmana", mas tem atuado como corretivo necessário num país polarizado. O canal NDTV, com seus âncoras de Oxford, e a revista "Tehelka", com seus jornalistas investigativos cosmopolitas, destemidos e do contra -que escrevem romances afrancesados como atividade secundária-, reforçaram sua reputação ao expor o apoio nacionalista hindu ao governo que levou ao massacre de muçulmanos nos tumultos de Gujarat, em 2002.
Eles têm um viés de esquerda inegável. Mas também, em certo sentido, são comprometidos com noções de objetividade, conscientes e fartos de seus próprios vieses e, portanto, numa situação em que alguns de seus redatores podem pender para a direita por simples constrangimento -como pode seu apoio barulhento aos nobres muçulmanos ter levado a isto? O resultado de uma oscilação como essa seria devastador.
Quando a mídia e os jornais americanos de esquerda, induzidos a cobrar contas patrióticas na esteira do 11 de Setembro, primeiro decidiram apoiar a guerra no Afeganistão e depois no Iraque, eles inadvertidamente saudaram cinco anos de desastre. Se a mídia indiana da esquerda decidir não ficar de olho na maioria hindu enfurecida, vamos não só desperdiçar uma de nossas armas democráticas mais fortes -uma cultura jornalística cética- como também, possivelmente, agravar qualquer vingança que ocorra em casa contra muçulmanos. E, diferentemente dos americanos, que estão travando suas guerras longe de seu país, nós teremos que viver bem no meio de nossos fracassos como país.
A solução está na paciência, que deve parecer algo pouco razoável de se pregar, na esteira de uma série de explosões de bombas desde 1997 que perde só para a Guerra no Iraque em baixas. Mas é a única solução. Eu admirei a paciência de meus conterrâneos quando estive na Índia recentemente, em outubro. Admirei o taxista em Jaipur que me contou que os negócios estavam em baixa desde os atentados de maio, mas que as coisas ficariam bem porque as estradas estavam melhorando. Admirei o sacerdote irascível em Ahmedabad que exibiu seu santuário antes de fechá-lo mais cedo, por ordem do governo, nos dias potencialmente perigosos antes da festa de Diwali.
Admirei a calma vitrificada dos sobreviventes, na TV, de uma explosão num mercado de flores de Déli onde costumo parar a caminho da casa de minha avó. Homens, mulheres, crianças, policiais -todos estavam alertas, e, passando pelos bairros de Zakir Nagar e Taimur Nagar a caminho de casa, eu me senti grato por ninguém, até então, se sentir impelido a buscar vingança.
Agora, sem dúvida, terá início uma das maiores repressões ao terrorismo na história indiana, e ela envolverá todos nós, queiramos ou não. Para manter sua sanidade, as pessoas terão de ter fé nas ações de seu governo, o governo terá de ter fé em sua capacidade de sufocar o terrorismo sem incentivar tumultos liberadores de tensões, e sob o horror, será dever dos jornais ajudar essa fé sem perderem a fé em si mesmos.

O romancista KARAN MAHAJAN é o autor de "Family Planning" (sem tradução no Brasil). Este artigo foi distribuído pela Wilye Agency

Tradução de CLARA ALLAIN

*Publicado na folha neste domingo, dia 30-11.


domingo, 30 de novembro de 2008


Time de merda!!!!

sábado, 29 de novembro de 2008

Pedofilia e sexualização das crianças


Dia desses, deparei-me com um blog de pedofilia, o qual pediam-me para denunciar. Eram várias fotos de crianças nuas numa praia de nudismo. De certo, foram fotos inocentemente tiradas - o que não desabona em nada a intenção do ator do blog que é justamente expor para apreciação sexual de pedófilos-. Muitas dessas fotos foram tiradas em presença dos pais das crianças. Talvez, fotos de interesse jornalístico que vazaram, porque eu não acredito que alguém seja tão inocente ao ponto de permitir que uma pessoa fotografe pessoas nuas numa colônia de naturismo. As pessoas que denunciaram o blog estavam muito revoltadas e manifestaram bem explicitamente este ódio com xingamentos, defesa da pena de morte,tortura de pedófilos, etc. Mas o que me fez pensar sobre isso, nem foi o site em si, mas o fato de que fotos de crianças nuas chocam as pessoas, mas o comportamento delas na escola, com colegas, com o que têm acesso nos meios de comunicação não.

Nos tempos da pornochanchada, crianças faziam cenas de sexo. David Cardoso, por exemplo, pôs o filho pra transar com uma galinha e ele mesmo filmou. Tem o filme "Pretty Babe" da Brooke Shields, com 12 anos, o famoso filme da Xuxa. A questão é que o a ausência de normas que preservassem a dignidade das crianças, tornavam tais exposições "normais". Fazia-se porque lei não proibia. O ECA, que prevê o crime de pedofilia, é de 1992, portanto, inserido no contexto da CRFB de 88. Entende-se, através do ECA, que há o abuso e o constrangimento em cenas daquele tipo, que é crime, mas também existe uma limitação grande do exercício de autoridade dos pais e educadores. A lei limita a relação do adulto com a criança de forma a dar mais liberdade a ela. E isso está virando uma bola de neve, porque as crianças não querem aceitar o pensamento dos pais e eles ficam de mãos atadas.

A intenção do ECA é boa, mas é muito mais tolo acreditar na inocência das crianças num mundo de pleno e irrestrito acesso à informação. Crianças vêem cenas de sexo na TV, nos canais a cabo, na internet, nos funks, músicas de axé. Crianças sabem pôr em prática todas as coreografias desses tipos de música. Crianças estão se vestindo como as dançarinas de short curtinho e entrando nos namoricos cada vez mais cedo, inclusive, tendo relação sexual mais cedo. E o pior: crianças também "abusam" sexualmente de crianças menores. E, embora a lei as trate como incapazes, elas sabem que é errado, e o trauma pode ser igual ao causado por um adulto. Nós nos surpreendemos, mas a lei trata de uma situação muito inverossímil.

Não defendo a pedofilia. De forma alguma. Pra mim, é parafilia, e uma pessoa que sente atração sexual por crianças, não age corretamente e sabe disso. Porque a criança está se desenvolvendo e não há preparo do corpo pra iniciação sexual. Há induzimento e isso é uma forma de oprimir a saúde e integridade dela. E mesmo que a História nos diga que relação sexual com criança é antiga e é eticamente repreendida no campo moral e social, não dá pra negar que a intenção de reverter a situação e resgatar inocência é inútil. E até hipócrita, porque socialmente tudo que pode levar uma criança ao sexo prematuramente é ampla e indiscriminadamente veiculado na mídia e sob mácula de liberdade de expressão.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Blogueiros e pseudojornalistas


A profissão de jornalista é regulamentada, mas ela não tem a mesma representatividadade das outras. Não existe uma autarquia que a represente como categoria profissional, que possa regulamentar o curso, vincular as universidades, tenha poder de polícia, etc. Eu sempre achei que jornalismo deveria ser especialização, não graduação.

Mas fato é que os blogs na internet estão furando a imprensa. A internet está minando o poder moderador da imprensa frente àqueles que têm acesso à internet. Primeiro porque a notícia passada nos veículos populares, muitas vezes é carente de credibilidade. Se tem uma coisa que todos sabemos que jornalista não tem é conhecimento para falar com propriedade sobre qualquer assunto. E ele nem sente a responsabilidade pelo que diz. Sua imparcialidade quer dizer o não comprometimento com a consistência do que passa. Alguém que trabalha com "isso" diz "isso", ok. Eu me formei em Direito, eu sei o que a imprensa fez, por exemplo, nos casos Nardoni e Eloá.

Os textos do Bial e os comentários do Arnaldo Jabor são os mais caros , mais bajulados e mais copiados por mala direta. São spams por excelência. Têm apelo comercial virulento. São textos pseudointelectuais (e muito mal escritos, porque ambos escrevem muito mal) dirigidos a quem não entende nada do que está sendo dito. É fácil você se passar por autoridade num assunto só pela pose na escrita ou na atitude.

E, por isso, pela facilidade de contestação dos textos apresentados pelos profissionais, os blogs vêm adquirido popularidade. Escritos por jornalistas, ou por qualquer um, são meios de comunicação igualitários. Por si só, pelo que escreve, a pessoa ganha credibilidade, números de acessos e, conforme sua popularidade, ela pode vender propaganda em seu espaço. E,por ser algo que começa de graça e busca interesse, o blogueiro procura embasar aquilo que diz,pesquisa, etc. Na internet é muito fácil. Nada é mais simples do que o trabalho de jornalista. E toda a representatividade que esta classe tem, se dá pela protetividade aos profissionais que já existem no mercado (corporativismo, muito bem compreensível), mas não há meios de proteção da boa informação e da ética, porque, aí, vinculariam os cursos e não há entidade com competência para tanto, o que demonstra o pouco interesse nesta profissão.

A questão dos jornalistas com os blogueiros é que estes têm muito mais liberdade e podem usar com mais propriedade aquilo que comunicam. Aqueles não, estão limitados aos interesses do veículo. Muitas vezes, não exercem com afinco aquilo que são pagos para fazer, justamente por isso: não é preciso ser jornalista pra escrever com responsabilidade e comprometimento.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Ainda dá a Libertadores


Muita calma nessa hora. Depois de um jogo dramático na casa do inimigo cretino que é o Cruzeiro, a pedra no nosso sapato. E eu nem quero saber se o culpado foi o Juan ou Exmo. Sr. juiz Carlos Eugênio Simon que não marcou um pênalti ocorrido na frente dele. Porque a visão dele pro penalty era mais próxima que a do goleiro. A conteceu NA CARA dele.

Toda derrota do Flamengo, o time, é dramática e tem aquela suspeita de armação pro São Paulo ganhar. E sempre os nossos dirigentes vão fazer de tudo pra que isso não seja esquecido ou não passe em vão, porque o Flamengo não é time de segunda. E que isso custou a nossa saída do G4 e um empate garantiria isso e uma vitória não daria como certa a taça pro São paulo, o time mais babaca ever.

E o Kléber Leite está revoltado e disse : "Não quero desculpar a atuação do Flamengo, que ao meu ver não foi boa. Mas acho estranho, principalmente porque ele ( Exmo. Sr. juiz Carlos Eugênio Simon) estava rigorosamente em cima do lance. O que será que ele imaginou?"


Eu não quero desculpar a atuação do Flamengo nem a presença do Caio Júnior à frente do time, que fez questão de culpar o Juan. E não quero nem saber o que o juiz tem a dizer, mas que ele está fodido porque ele mexeu com o Flamengo, ele está. É dar adeus à Copa do Mundo. Qualquer outro time, o ignoraria.



* update: parece que surgiu um vídeo da ESPN- do contra- que mostra que o (Re)Tardelli pisou na bola e caiu. O Simon quer que os pseudojornalistas peçam desculpas. hehehe!
** Foram absolvidos os dois: o capitão Fábio luciano e o Tardelli. Não jogam contra o goiás, mas pegam o Atlético Paranaesnse.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"Era pedra, agora, vidraça"


O ser humano tem muita facilidade pra julgar o outro, mas não admite críticas contra si. É uma verdade. Ironia e sarcasmo são formas bem cruéis de se criticar. A primeira é mais usada por covardes, a segunda,por arrogantes. E hoje em dia, as pessoas estão se especializando na fofoca. Falar da vida alheia, com julgamentos, deboches e, muitas vezes, sarcasmo. E vende horrores. Os artistas que o digam, mas também são os últimos a se queixarem pela consciência que têm da imagem deles vinculada na mídia. Cria-se uma verdadeira novela, com bastantes oportunistas que criam estórias pra ganharem dinheiro rápido e fama.

E daí que os blogs viraram febre. As pessoas resolvem falar mal da vida alheia sempre com deboche e senso crítico. É óbvio que há uma injúria intencional nessas atitudes, mas a linguagem usada e a forma dúbia sempre são - covardemente- usadas para escaparem de uma condenação ou um processo. A internet é um veiculo que permite isso e muito impunemente. Dá fama instântanea e também, muito rapidamente, é esquecido tudo que se publica e repercute nela.

E a moda agora é processo mútuo de blogs da maledicência gratutita. Um fica um pouco mais famoso, o outro o detona. É uma contradição da filosofia desses blogs. E também uma baita hipocrisia, mas o processo, a denúncia é uma forma de fazer o outro calar-se. e ressaltar sua popularidade. E o que parte de uma brincadeira de mau gosto, vira uma forma de usar a justiça para prejudicar alguém. E muitas vezes pior: estimular outras pessoas a agredirem seu ofensor em seu nome.

Na internet, existe o problema da prova e também uma liberdade quase irrestrita de expressão. E, também, os crimes contra a honra são crimes muito amplos quanto à interpretação, exceto a calúnia , onde se atribui um crime. A difamação e a injúria envolvem conceitos morais de quem julga e de quem é julgado. E o julgador, claro, não se expõe.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A falsa opção da mudança


E foram as eleições dos recordes, dos fatos inéditos- e, inclui-se aí, a participação dos teenagers votando no candidato de seus popstars-, como também os votos de Indiana e Virgínia. Foi uma bela vitória, não nego. Existe uma espécie de comoção semelhante à eleição do Lula aqui. Aquele "lance de esperança" que a gente sabe que não deu certo .O Bush acabou com o próprio partido e a "galera" queria a revolução, a mudança. A diferença é que o Obama é muito mais inteligente que o Lula e o Bush. E o "estabilishment" dele é mundial, não é regional.

E ainda com a Sarah Palin, muito bem sucedida politicamente, mas não tão popular com sua "teoria criacionista", o antiaborto, o seu lazer de caça, num mundo que adora U2 e o Greenpeace é "o máximo", um modelo mais conservador não seria bem visto. Nisso, o Obama está na moda. Menos quando o assunto é a imigração ilegal, que, numa estória pra boi dormir, ele não sabia que a tia estava lá há sete anos. Ele vende uma falsa imagem de opção pela mudança. Não é, pra nós, aqui de fora. A questão é botar alguém no topo, com quem não se sabe estar lidando. Privilegiar "discurso" em detrimento de atitudes e posicionamentos. É muito mais ético pra mim alguém que diz: "Eu não entrei no governo para fazer as coisas fáceis e seguras. Um barco no porto é seguro, mas não é por isso que o navio é construído". Quem diz isso, não está brincando de escoteiro.

Nem vou me aprofundar muito a respeito disso, mas um nome pra se pensar: o novo Conselheiro das Relações Exteriores nomeado por ele, Obama: Zbigniew Brzezinski. E a partir daí, partamos para o slogan "este filme, nós, do mundo, já vimos". E que na "democracia americana, até um filho de queniano se torna presidente".

Presidente lula, o que o senhor achou da vitória do Barack Obama? Heheheheh

Obama= Mccain, só que usa mais maquiagem que a Sarah Palin.

*Roubei a foto do Blog do Malandro.