domingo, 7 de dezembro de 2008

"Parente é serpente"


O gênero é comédia, humor negro dos bons, dos mais realistas. Baseado em uma história real, porque, qualquer dos personagens, alguém há de ter na família. A família tem a cunhada vagabunda, a criancinha gordinha que come compulsivamente e tem pais irresponsáveis, o marido que comeu a cunhada vagabunda, o irmão sozinho há anos que é gay no armário, a irmã hipocondríaca, o pai gagá e submisso com a mãe autoritária, etc.

É um filme de família italiana até a metade. Todos felizes, clima agradável , até que surge o interesse material, a cobiça e a vida dos pais que estão nas mãos dos filhos. A mãe, por causa da idade, sem condições de viver sozinha com o marido sugere aos filhos que os tenham em sua casa. Um filho, escolhido entre eles, cuidará dos dois. E isso é motivo pra que todos lancem seus podres e arquitetem um plano de se livrar dos velhos.

E uma coisa a se reparar é a efusividade das pessoas. Algo tão gratuito, sobretudo em final de ano, quando todo mundo acha que é tempo de superar as diferenças e viver em paz. Hipocrisia. Depois, começa tudo de novo, porque família é só um grupo de pessoas que se reúnem pra sempre e têm de se aturar pra sempre. E, pode crer, quando pensam na possibilidade de morte de alguém com bens, os bens viram alvos de interesse, a menos que tenham que cuidar de quem venha a precisar. E todos criticam quando podem, humilham-se uns aos outros. E há a obrigatoriedade de se relevar, porque é impossivel livrar-se deles.

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