
Dia desses, deparei-me com um blog de pedofilia, o qual pediam-me para denunciar. Eram várias fotos de crianças nuas numa praia de nudismo. De certo, foram fotos inocentemente tiradas - o que não desabona em nada a intenção do ator do blog que é justamente expor para apreciação sexual de pedófilos-. Muitas dessas fotos foram tiradas em presença dos pais das crianças. Talvez, fotos de interesse jornalístico que vazaram, porque eu não acredito que alguém seja tão inocente ao ponto de permitir que uma pessoa fotografe pessoas nuas numa colônia de naturismo. As pessoas que denunciaram o blog estavam muito revoltadas e manifestaram bem explicitamente este ódio com xingamentos, defesa da pena de morte,tortura de pedófilos, etc. Mas o que me fez pensar sobre isso, nem foi o site em si, mas o fato de que fotos de crianças nuas chocam as pessoas, mas o comportamento delas na escola, com colegas, com o que têm acesso nos meios de comunicação não.
Nos tempos da pornochanchada, crianças faziam cenas de sexo. David Cardoso, por exemplo, pôs o filho pra transar com uma galinha e ele mesmo filmou. Tem o filme "Pretty Babe" da Brooke Shields, com 12 anos, o famoso filme da Xuxa. A questão é que o a ausência de normas que preservassem a dignidade das crianças, tornavam tais exposições "normais". Fazia-se porque lei não proibia. O ECA, que prevê o crime de pedofilia, é de 1992, portanto, inserido no contexto da CRFB de 88. Entende-se, através do ECA, que há o abuso e o constrangimento em cenas daquele tipo, que é crime, mas também existe uma limitação grande do exercício de autoridade dos pais e educadores. A lei limita a relação do adulto com a criança de forma a dar mais liberdade a ela. E isso está virando uma bola de neve, porque as crianças não querem aceitar o pensamento dos pais e eles ficam de mãos atadas.
A intenção do ECA é boa, mas é muito mais tolo acreditar na inocência das crianças num mundo de pleno e irrestrito acesso à informação. Crianças vêem cenas de sexo na TV, nos canais a cabo, na internet, nos funks, músicas de axé. Crianças sabem pôr em prática todas as coreografias desses tipos de música. Crianças estão se vestindo como as dançarinas de short curtinho e entrando nos namoricos cada vez mais cedo, inclusive, tendo relação sexual mais cedo. E o pior: crianças também "abusam" sexualmente de crianças menores. E, embora a lei as trate como incapazes, elas sabem que é errado, e o trauma pode ser igual ao causado por um adulto. Nós nos surpreendemos, mas a lei trata de uma situação muito inverossímil.
Não defendo a pedofilia. De forma alguma. Pra mim, é parafilia, e uma pessoa que sente atração sexual por crianças, não age corretamente e sabe disso. Porque a criança está se desenvolvendo e não há preparo do corpo pra iniciação sexual. Há induzimento e isso é uma forma de oprimir a saúde e integridade dela. E mesmo que a História nos diga que relação sexual com criança é antiga e é eticamente repreendida no campo moral e social, não dá pra negar que a intenção de reverter a situação e resgatar inocência é inútil. E até hipócrita, porque socialmente tudo que pode levar uma criança ao sexo prematuramente é ampla e indiscriminadamente veiculado na mídia e sob mácula de liberdade de expressão.
Nos tempos da pornochanchada, crianças faziam cenas de sexo. David Cardoso, por exemplo, pôs o filho pra transar com uma galinha e ele mesmo filmou. Tem o filme "Pretty Babe" da Brooke Shields, com 12 anos, o famoso filme da Xuxa. A questão é que o a ausência de normas que preservassem a dignidade das crianças, tornavam tais exposições "normais". Fazia-se porque lei não proibia. O ECA, que prevê o crime de pedofilia, é de 1992, portanto, inserido no contexto da CRFB de 88. Entende-se, através do ECA, que há o abuso e o constrangimento em cenas daquele tipo, que é crime, mas também existe uma limitação grande do exercício de autoridade dos pais e educadores. A lei limita a relação do adulto com a criança de forma a dar mais liberdade a ela. E isso está virando uma bola de neve, porque as crianças não querem aceitar o pensamento dos pais e eles ficam de mãos atadas.
A intenção do ECA é boa, mas é muito mais tolo acreditar na inocência das crianças num mundo de pleno e irrestrito acesso à informação. Crianças vêem cenas de sexo na TV, nos canais a cabo, na internet, nos funks, músicas de axé. Crianças sabem pôr em prática todas as coreografias desses tipos de música. Crianças estão se vestindo como as dançarinas de short curtinho e entrando nos namoricos cada vez mais cedo, inclusive, tendo relação sexual mais cedo. E o pior: crianças também "abusam" sexualmente de crianças menores. E, embora a lei as trate como incapazes, elas sabem que é errado, e o trauma pode ser igual ao causado por um adulto. Nós nos surpreendemos, mas a lei trata de uma situação muito inverossímil.
Não defendo a pedofilia. De forma alguma. Pra mim, é parafilia, e uma pessoa que sente atração sexual por crianças, não age corretamente e sabe disso. Porque a criança está se desenvolvendo e não há preparo do corpo pra iniciação sexual. Há induzimento e isso é uma forma de oprimir a saúde e integridade dela. E mesmo que a História nos diga que relação sexual com criança é antiga e é eticamente repreendida no campo moral e social, não dá pra negar que a intenção de reverter a situação e resgatar inocência é inútil. E até hipócrita, porque socialmente tudo que pode levar uma criança ao sexo prematuramente é ampla e indiscriminadamente veiculado na mídia e sob mácula de liberdade de expressão.
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