quinta-feira, 20 de novembro de 2008

"Era pedra, agora, vidraça"


O ser humano tem muita facilidade pra julgar o outro, mas não admite críticas contra si. É uma verdade. Ironia e sarcasmo são formas bem cruéis de se criticar. A primeira é mais usada por covardes, a segunda,por arrogantes. E hoje em dia, as pessoas estão se especializando na fofoca. Falar da vida alheia, com julgamentos, deboches e, muitas vezes, sarcasmo. E vende horrores. Os artistas que o digam, mas também são os últimos a se queixarem pela consciência que têm da imagem deles vinculada na mídia. Cria-se uma verdadeira novela, com bastantes oportunistas que criam estórias pra ganharem dinheiro rápido e fama.

E daí que os blogs viraram febre. As pessoas resolvem falar mal da vida alheia sempre com deboche e senso crítico. É óbvio que há uma injúria intencional nessas atitudes, mas a linguagem usada e a forma dúbia sempre são - covardemente- usadas para escaparem de uma condenação ou um processo. A internet é um veiculo que permite isso e muito impunemente. Dá fama instântanea e também, muito rapidamente, é esquecido tudo que se publica e repercute nela.

E a moda agora é processo mútuo de blogs da maledicência gratutita. Um fica um pouco mais famoso, o outro o detona. É uma contradição da filosofia desses blogs. E também uma baita hipocrisia, mas o processo, a denúncia é uma forma de fazer o outro calar-se. e ressaltar sua popularidade. E o que parte de uma brincadeira de mau gosto, vira uma forma de usar a justiça para prejudicar alguém. E muitas vezes pior: estimular outras pessoas a agredirem seu ofensor em seu nome.

Na internet, existe o problema da prova e também uma liberdade quase irrestrita de expressão. E, também, os crimes contra a honra são crimes muito amplos quanto à interpretação, exceto a calúnia , onde se atribui um crime. A difamação e a injúria envolvem conceitos morais de quem julga e de quem é julgado. E o julgador, claro, não se expõe.

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