domingo, 22 de março de 2009

Semana passada houve uma discussão na mídia sobre o caso da menina que foi vítima de estupro pelo padrasto e realizou aborto de gêmeos. Antes, a Igreja Católica tentou impedí-la., mas o aborto ocorreu no dia 4 deste mês e ela foi excomungada pela Igreja. Aí surgem duas questões sempre recorrentes: o aborto como direito da mulher e o repúdio ao pensamento católico sobre o aborto.

Primeiramente, não há discussão aqui fora sobre a legalidade do aborto no caso da menina violentada. Não como direito, porque nunca foi um. É extinção da punibilidade declarada pelo legislador no art. 128, II do CP. O aborto continua sendo contra o direito à vida, ainda que fruto de uma relativização da integridade física da mulher - no caso uma menina- e o bebê fruto de um ato de violência. Há pratica do crime, mas não existe punição. Aqui são dois direitos que a Constituição prega como de igual hierarquia, como também é o direito de manifestação religiosa.

Segundo, é preciso entender que lei é diferente de norma religiosa. Enquanto a primeira defende o exercício da liberdade, a segunda defende a doutrinação. Apesar de a escolha da religão ser optativa para as pessoas, uma vez que a façam, necessariamente ,optam também por seguirem uma vida cheia de restrições,cessões,e terem uma conduta cujo objeto está acima delas. Se religião é um meio de se chegar a Deus e ela segue os mandamentos de Deus, o homem não pode questioná-los porque está abaixo deles. Esta é a posição da Igreja. A maior punição para quem descumpre tais mandamentos é a excomunhão, que é o impedimento de praticar atos religiosos cerimoniais. Não pode casar, nem batizar, mas pode continuar a frequentar as missas.

O confronto desses dois pensamentos é inútil e intolerante também. As naturezas são diferentes e, às vezes, até incompatíveis. E também existe uma confusão a respeito do que a lei permite. E, repito: não se trata de direito da mulher vítima de estupro abortar, mas uma relativização do sofrimento dela e da criança em formação. É um caso que a lei abre uma exceção, não concede um direito. Então, não adianta discutir o pensamento religioso quando o que a lei excepciona, na defesa dos direitos humanos sopesados, é por ela visto como crime despenalizado.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dúvida (Doubt)


É um filme que trata de duas modalidades de conduta ética: moral e religiosa. Daquilo que é para ser aceito sem ser contestado e daquilo que se impõe forçadamente sem que seja dada oportunidade de contra-argumentação.

O filme se passa em 1964, nos EUA, ano de eclosão de movimentos de minorias, pós-morte do presidente Kennedy. Ano em que o colégio religioso, administrado pela irmã Aloysius Beauvier( Merryl Streep), aceita seu primeiro aluno negro. Obviamente visto pelos demais alunos como um corpo estranho, não sofre discriminação ou violência por ser apadrinhado pelo padre Flynn (Philip Seymour Hoffman). Ele se torna coroinha do padre e é flagrado alcoolizado pela professora. Sobre este fato, começa a se desencandear um confronto entre Beauvier e Flynn que se sucede uma série de simbolismos: homem x mulher, subordinador x subordinado*, certo x errado. E, também, da intolerância por parte da irmã, uma vez que todo seu discurso parte da negação da manifestação do padre.

Há evidências e, embora sejam relativas, pesam enormemente para condená-lo previamente. Ele não pode se defender de forma inequívoca. Aí, tanto o telespectador quanto a professora do menino, irmã James (Amy Adams), ficam na dúvida. São fatos apenas. Por si só não dizem nada**. E existe a questão das personagens tomadas como referência. A mãe do menino que não se convence - ou finge que não- de que o padre abusa dele, mas também não se oporia a isso, uma vez que o próprio menino já sofria com a violência de todos os lados, desde o colégio anterior. Dentre as violências sofridas por ele dentro e fora de casa - pelo pai, que achava que o menino tinha tendências homossexuais-, ser violentado pelo padre seria a menor. Isto gera um repúdio e choque na freira.


Nos intervalos entre o confronto dos dois, há os sermões do padre, que também já é um corpo estranho dentro da igreja,por ser carismático, inovador. E o mais legal deles é o sobre fofoca, no qual é feita uma analogia. Fofoca tem como efeitos o mesmo que tentar catar as plumas levadas pelo vento de um travesseiro que se rasga do alto de um edifício. É impossível a reparação.

Mesmo com toda sua atuação moral - ética formado de conceitos individuais-, a irmã Beauvier não tem a certeza. Ela acredita que ele seja culpado, mas não se convence. Ela desconstrói a verdade do padre e o seu poder argumentativo***.

Streep e Seymour com excelentes atuações. Da mesma forma que Amy Adams e Viola Davis (mãe do menino)

*Algo ressaltado no filme, quanto a isso, se dá na posição do padre, como homem. Quando chega na mesa da sala da freira, que, no colégio, é a autoridade, ele se senta na cadeira dela - que fica inconformada- e pede para ser servido por ela., algo inquestionável sob o ponto de vista religioso, já que tal hierarquia se dá por normas religiosas. Só que, no debate, ela questiona, segundo seus valores morais, as normas religiosas. E década de 60 também foi o início do movimento beauvoriano social pró-mulher, o feminismo.

** A menos que você seja um empirista e tome fatos como leis. Neste caso, a freira agiu de forma certíssima. Valoração é algo que não existe no universo empírico. Presunção de inocência não tem conceituação.

*** Ela vence quando diz que procurou uma freira de outro lugar de onde o padre havia passado. E que ele havia saído pelos mesmos motivos, dizendo que se ele não se demitisse voluntariamente, ela prosseguiria até que saísse. Assim, ele pede a transferência.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O Leitor (The Reader)


Não é dos melhores filmes de Kate Winslet, apesar de ter uma estória interessante, não é bem contada e tem erros primários. Um deles diz respeito à passagem de tempo. Ralph Fiennes interpreta o papel do menino na idade adulta e Kate praticamente só ganha cabelos brancos.

A estória se passa na Alemanha, na época da Segunda Guerra, e trata da "troca" entre um menino de 15 anos, Michael Berg. Ela, mais velha, o inicia sexualmente e ele lê alguns livros para ela. Daí o título do filme, o leitor, que é o que ele significa para ela. O motivo de ele ser o leitor é óbvio, mas é "o segredo " do filme, porque é um motivo de vergonha para ela. A pesonagem de Hanna Schmitiz, vivida pela Kate Winslet, vencedora do Oscar deste ano, é realmente interessante, uma pessoa que vive sozinha, de certa forma marginalizada por causa do tal segredo e constrói seus próprios valores, é solidária, ética, sensível ao menino - que se apaixona por ela por isso- tudo passado de forma romântica, leve em contraponto à segunda parte do filme, quando ela vai responder por crimes de guerra. Uma mudança brusca, repentina, que o espectador não entende porque não lhe é bem passada.

Aí, o Michael é vivido pelo Ralph Fienes, praticamente é outra pessoa. Formou-se em Direito, tornou-se promotor, questiona os valores sociais, a justiça, a má defesa que Hanna tem no Tribunal, porém, apenas como assistente, quando ele tem 18 anos. Aliás, como os jovens normalmente são: revolucionários passivos. E parece que assim ele fica pelo resto da vida. Depois que ela é condenada, ele pratica um gesto de carinho, recompensando o que um dia ela lhe fez, à distância, e ela, em agradecimento, começa a ter um sentido pra vida e tal.

O filme é fraco por ser mal conduzido, mas tem boas atuações. Kate salva o filme. É a personagem dela o mais interessante e o Michael jovem, vivido pelo ator David Kross, com 18 anos. Fiennes está razoável.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009


Internacionalmente, a Suiça sempre foi um país neutro. E sempre surgiram teorias de que não era bem assim, havia panos quentes por tratar-se de sede das principais organizações internacionais. Hoje, na onda de xenofobia que assola a Europa, nem ela escapa. Não pelo caso da brasileira que disse ter sido atacada por skinheads, mas pelo fato de que isso fez várias pessoas refletirem sobre o partido que prega a intolerância como ética. SVP é o nome dele.

A menina é advogada, bem nascida, bem estruturada na Suíça. Pode ser uma louca, pode ter forjado a estória pra ganhar dinheiro, pode ter sido um grande furo do jornalístico ou uma grande fraude que não deu certo. Ela está sob investigação. Há presunção de inocência. E há necessidade de não se levar em consideração uma parte da estória. Muito menos a polícia.

O que chama a atenção a este caso, pra mim, é o fato de como as minorias estão se impondo a partir da democracia. De como "verdades aparentes" são tomadas como regras e de como é conveniente o papel de minorias para certos grupos. E isto se dá por associação ao nazismo, à suástica, ao Hitler. E eu lembro todas aquelas teorias revisisonistas na cabeça, que tentam mostrar que alguém sempre tenta levar vantagem na história. E ser "o perseguido" sempre dá certo, porque sempre surgirão pessoas pra sustentá-lo no papel de vítima.

Ela poderia não estar grávida, não ter sido atacada, mas não muda o fato de existrem grupos que agiriam assim ou que muitas pessoas convenientemente se aproveitam deste tipo de situação. A imprensa é só um veículo amplificador.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Na faixa de Gaza

E a gente fecha o mês e o ano com os conflitos do Oriente Médio. E agora os dois povos que mais sofreram no século XX. Um que ganhou um Estado da ONU em reparação ao holocausto. O outro , que não tem terra, e reivindica a terra santa. E daí que se enquadram no status de minorias discriminadas, que sempre acham pré-legitimados seus atos de violência.

Faz muito tempo que a situação ali estava estável, mas a gente tem o problema das reivindicações das minorias, que nunca são satisfeitas. O que aconteceu ali foi só uma pausa. O conflito sempre houve e sempre haveria, se não fosse resolvido na força, ou se as ações das organizações internacionais fossem eficientes. E quando o Hamas assumiu, em 2007, juntando-se ao Fatah, derrubando a OLP do seu posto de influência, do carismático e finado Yasser Arafat, que já se sabia no que isso iria dar. E o conflito ali não é como o da India e as partes também não são iguais. Mas ambos tem a mesma natureza terrorista. Israel não quis resolver o problema, mas fez um acordo, mas foi com a OLP do Yasser, não foi com o Hamas. E o Hamas se acha no direito de começar suas reivindicações do zero e, como não é assim que a banda toca, que Israel é uma potência bélica e que o mundo não vai ficar do lado do mais fraco baderneiro. Aliás, Europa e EUA consideram o Hamas terrorista, mas a age como se houvesse alguma legitimidade. O que não há por sua natureza e por sua forma de atuação.

O que me incomoda é que, novamente, as coisas ficam associadas ao islâmismo. É um conflito político também. Eles reivindicam uma terra, mas não são povos escravizados. Não adianta mais panos quentes. E não é porque golias vai pra cima do Davi que signifique que este está certo ou que aquele seja um vilão.

A questão não é mais internacional - de ser problema da ONU- porque todos se abstiveram de agir em tempo hábil e não é porque Israel tem maior poder de destruição que signifique que a guerra é feia e o Hamas merece que lhe passem a mão na cabeça.


domingo, 28 de dezembro de 2008

Maybe someday in 2009. Há de ser!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Existem momentos em que a gente se questiona a respeito da persistência. Mais pela facilidade de se dar ouvidos ao que os outros falam sobre a gente do que propriamente tirar o foco do que se almeja. Principalmente quando não depende totalmente da gente. E concurso é isso. É algo que não vai só da competência e do esforço. Vai muito da sorte também. Eu diria que até mais da sorte. porque sempre existe alguém que se esforça, se sacrifica, mas não tem sorte. E sem ela, não passa. E o contrário também: o cara não fez por merecer, e, como quem não quer nada, faz a prova e passa. E passa bem, pra mostrar que todo seu esforço não é essencial. Que, com muito menos esforço, teve mais que você.

Esses últimos tempos têm sido uma experiência nesse sentido pra mim. Se, por um lado, ver quem não merece passar, dá a esperança de que "qualquer um pode, de fato", por outro , a gente não sabe a nossa hora, parece que não é pra gente. E isso acaba com a motivação. Não é fácil. Nem é inveja, porque dizer que alguém não merece é algo relativo, de valoração. Se dedicação e estudo fossem mais importantes que sorte, quem estudasse seriamente passaria. E os que não se esforçam é que passam antes e mais do que os que sacrificam tempo e vida social em prol do estudo.

E nisso, a gente pensa numa série de coisas: no vestibular, no que se deixou de fazer, na facilidade que a família tem de nos destruir psicologicamente porque estão sem marketing pros outros. Porque, diante de tudo isso, para os outros, somos todos vagabundos. Estudar até passar não é coisa de gente limitada, é de gente que se valoriza e quer resolver a vida. Porque para pagar suas contas e dar-lhe um emprego, ninguém se oferece.


"Console-se, é evidente:
um dia ainda vamos rir de tudo isto
histericamente"

Luis Fernando Veríssimo.



quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

1 década das Bodas de ouro dos direitos Humanos


Ontem, "Os Direitos Humanos" completaram 60 anos. Eu fiz um trabalho sobre isso na faculdade - um dos melhores trabalhos que eu já fiz. Estava no terceiro período e, desde esta época, comecei a ter uma opinião mais crítica a respeito deles. Eu penso que é uma forma de universalizar a justiça em termos de conteúdo. E, sob este ponto de vista, é utópico. e discriminante. A democracia tem a ver com o ocidente, com o capitalismo - ou neoliberalismo, como preferir-, mas que invalida o outro lado. É o que se diz: visa transformar o eles em nós; tudo num mesmo conjunto, criando um conceito de ética unilateral, mas dito como universal. E como o que se opõe à ética é violência, a associação do que não vive o contexto dos direitos humanos, será considerado manifestação de violência contra a humanidade. Com o islamismo é assim e com o comunismo também. Já comentei sobre isso, a relação ética-direito.

O contexto pós-segunda guerra era sofrível. Nunca se extrapolou tantos limites quanto naquele tempo. De todos os lados havia intolerância. A primeira impressão é do nazismo e do anti-semitismo, mas também existiu a bomba atômica. E isso foi o que desencadeou a frustrante tentativa de desarmar as potências. Durante todo esse tempo, existiu uma mídia em cima, uma tentativa de convencer a todos que direitos humanos existem, mas não passa de falácia. Existem direitos humanos pra quem "merece" tal tratamento. Não são universais, não são parte do ser humano - daí aquela filosofia de nato x inato- e, a todo momento, são ignorados pelo Estado, sobretudo na figura da polícia.

Tomamos os direitos individuais como fundamento da nossa constituição que os vê como direitos que fazem parte do homem, mas não são realidade num país como o nosso, onde se cumpre a pena e não é solto, existem torturas e condições abaixo do tolerável nas delegacias. Ou quando se tem prisão perpétua, pena de morte, naqueles que estão no mesmo lado que a gente.

É tudo uma hipocrisia. Um comercial, uma forma de ditar as regras e se sobrepor, como vencedores, como referencial, exemplo a ser seguido. Há muito que se discutir a respeito da fundamentação e aplicabilidade dos direitos humanos. O que está ali não se legitima apenas por boa intenção. É apenas uma forma de se pré-identificar como bem. E todo mundo (finge que) acredita.


domingo, 7 de dezembro de 2008

"Parente é serpente"


O gênero é comédia, humor negro dos bons, dos mais realistas. Baseado em uma história real, porque, qualquer dos personagens, alguém há de ter na família. A família tem a cunhada vagabunda, a criancinha gordinha que come compulsivamente e tem pais irresponsáveis, o marido que comeu a cunhada vagabunda, o irmão sozinho há anos que é gay no armário, a irmã hipocondríaca, o pai gagá e submisso com a mãe autoritária, etc.

É um filme de família italiana até a metade. Todos felizes, clima agradável , até que surge o interesse material, a cobiça e a vida dos pais que estão nas mãos dos filhos. A mãe, por causa da idade, sem condições de viver sozinha com o marido sugere aos filhos que os tenham em sua casa. Um filho, escolhido entre eles, cuidará dos dois. E isso é motivo pra que todos lancem seus podres e arquitetem um plano de se livrar dos velhos.

E uma coisa a se reparar é a efusividade das pessoas. Algo tão gratuito, sobretudo em final de ano, quando todo mundo acha que é tempo de superar as diferenças e viver em paz. Hipocrisia. Depois, começa tudo de novo, porque família é só um grupo de pessoas que se reúnem pra sempre e têm de se aturar pra sempre. E, pode crer, quando pensam na possibilidade de morte de alguém com bens, os bens viram alvos de interesse, a menos que tenham que cuidar de quem venha a precisar. E todos criticam quando podem, humilham-se uns aos outros. E há a obrigatoriedade de se relevar, porque é impossivel livrar-se deles.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


Sobre o texto abaixo é fácil identificar a intenção do jornal e do autor do texto em quererem "desmitificar" o islâmismo, partindo de uma tragédia para conotações políticas, como se o atentado fosse uma busca muçulmana por representação no mundo.

Há sempre um objetivo de demonstrar que um país mulçumano é tribal, não tem direitos da mulher, não aceitam direitos os humanos, coisas que para os liberais é bem difícil de entender. E partir para uma valoração dos bens que eles consideram importantes , que não são necessariamente os mesmos que os nossos, é inútil. As pessoas não querem entender isso, querem que se diga que o ocidente venceu e que desde o atentado do dia 11 de setembro, terrorismo é coisa de mulçumano. Bem simplista e mesquinha essa visão. E bem mais fácil também, né? Associa-se fatos e cria-se uma lei. Essa é a lógica da ciência medíocre. E daqueles que querem fazer a associação ao eixo do mal que é mulçumano. E ,no caso da India, a pedra no sapato é a República Islâmica do Paquistão. Que coisa,não?

O terrorismo que existe entre India e Paquistão dura desde 1947. A área da Caxemira é sacudida por movimentos terroristas de ambos os lados e sempre houve conflitos ali. O domínio sobre a bomba atômica dos dois países se dá por isso. E não só na corrida armamentista, mas também na correspondência entre direito e religião em ambos os países. Tanto um como o outro têm em seus ordenamentos uma fundamentação religiosa e o povo é regido por normas desta natureza. Já houve guerras e a comunidade internacional vive botando panos quentes pra amenizar isso. Só que ambos são da ONU e uma intervenção armada não seria conveniente.

A questão é que sempre procuram desconstruir o islâmismo. Sempre com exemplos de "mulçumanos que deram certo nos EUA" , no caso um indiano que escreveu a coluna. E o ocidente sempre pensando que o diferente tem que ceder. Que o ocidente sem impõe como aquele de valores universalmente aceitos, ícone da ética, mas enxerga sempre "os atos dos outros" pelo ângulo acusador.

O fato de um grupo terrorista usar violência como forma de chamar a atenção da comunidade internacional e exigir o que acham ser de direito não torna ilegítima a reinvidicação paqueistanesa pelo território da Caxemira. Nem cria uma subdivisão de muçulmanos fundamentalistas, moderados e de direita. Não existe essa obrigação de se posicionar. Existe a de se evitar essa inversão metonímica, ou seja: tomar o todo pela parte (terrorista).

*Revival de um dos melhores posts que eu já escrevi. Sempre, o tópico referência.