Existem momentos em que a gente se questiona a respeito da persistência. Mais pela facilidade de se dar ouvidos ao que os outros falam sobre a gente do que propriamente tirar o foco do que se almeja. Principalmente quando não depende totalmente da gente. E concurso é isso. É algo que não vai só da competência e do esforço. Vai muito da sorte também. Eu diria que até mais da sorte. porque sempre existe alguém que se esforça, se sacrifica, mas não tem sorte. E sem ela, não passa. E o contrário também: o cara não fez por merecer, e, como quem não quer nada, faz a prova e passa. E passa bem, pra mostrar que todo seu esforço não é essencial. Que, com muito menos esforço, teve mais que você.
Esses últimos tempos têm sido uma experiência nesse sentido pra mim. Se, por um lado, ver quem não merece passar, dá a esperança de que "qualquer um pode, de fato", por outro , a gente não sabe a nossa hora, parece que não é pra gente. E isso acaba com a motivação. Não é fácil. Nem é inveja, porque dizer que alguém não merece é algo relativo, de valoração. Se dedicação e estudo fossem mais importantes que sorte, quem estudasse seriamente passaria. E os que não se esforçam é que passam antes e mais do que os que sacrificam tempo e vida social em prol do estudo.
E nisso, a gente pensa numa série de coisas: no vestibular, no que se deixou de fazer, na facilidade que a família tem de nos destruir psicologicamente porque estão sem marketing pros outros. Porque, diante de tudo isso, para os outros, somos todos vagabundos. Estudar até passar não é coisa de gente limitada, é de gente que se valoriza e quer resolver a vida. Porque para pagar suas contas e dar-lhe um emprego, ninguém se oferece.
"Console-se, é evidente:
um dia ainda vamos rir de tudo isto
histericamente"
Luis Fernando Veríssimo.
Esses últimos tempos têm sido uma experiência nesse sentido pra mim. Se, por um lado, ver quem não merece passar, dá a esperança de que "qualquer um pode, de fato", por outro , a gente não sabe a nossa hora, parece que não é pra gente. E isso acaba com a motivação. Não é fácil. Nem é inveja, porque dizer que alguém não merece é algo relativo, de valoração. Se dedicação e estudo fossem mais importantes que sorte, quem estudasse seriamente passaria. E os que não se esforçam é que passam antes e mais do que os que sacrificam tempo e vida social em prol do estudo.
E nisso, a gente pensa numa série de coisas: no vestibular, no que se deixou de fazer, na facilidade que a família tem de nos destruir psicologicamente porque estão sem marketing pros outros. Porque, diante de tudo isso, para os outros, somos todos vagabundos. Estudar até passar não é coisa de gente limitada, é de gente que se valoriza e quer resolver a vida. Porque para pagar suas contas e dar-lhe um emprego, ninguém se oferece.
"Console-se, é evidente:
um dia ainda vamos rir de tudo isto
histericamente"
Luis Fernando Veríssimo.
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