Último filme da trilogia. Trata da estória de Valentine. Personagem que representa a fraternidade. Modelo, vive sozinha, mas mantém seu vínculo com a mãe e com o irmão - viciado em drogas- e um conturbado namoro com uma pessoa que não a ama. Preocupa-se com os outros sem pedir nada em troca e, assim, que ela conhece o juiz. Ela atropela a cachorrinha dele e a leva para casa dele. Diante da recusa do juiz em ficar com a cachorra, ela a leva ao veterinário, para casa.E depois volta á casa do juiz, ao ver que ele lhe deu o dinheiro pra tatar do cachorro. Devolve-lhe o que falta, apresentando a notinha. E tal fato o supreende.
Quando entra em sua casa, descobre que o juiz bisbilhota a vida dos vizinhos, através de escutas telefônicas. Fato que, claro, ela repudia, mas não entende a princípio e, diante da chance de entregá-lo, hesita, volta para a casa dele. Ela compartilha com ele o segredo, ao mesmo tempo que vai surgindo uma amizade e ambos vão contando seus segredos.Ela representa pra ele o que ele buscava numa mulher. Uma esperança que veio tarde. É como se um merecesse o outro, mas é tarde demais. E, paralelamente, um juiz está se formando, passando nas provas e tem uma estória idêntica a do juiz aposentado.
O que o filme quer passar é que, diferente dos outros dois, onde o protagonista sempre está presente nas cenas, existem mais pessoas assim no mundo. Perto de nós, mas não a percebemos. Fraternidade representa amor ao próximo. Ajudar sem interesse. E, por não nos encontrarmos com elas, pensamos que elas não existem. E o juiz vive assim, desacreditado no ser humano. Por ser observador, sabe como são as pessoas, não se surpreende. E já acha falta de modéstia julgar. Que, pra ele, inclusive, quer dizer pôr-se no lugar dos outros, sabendo que jamais estaria.
E quando ele vê em Valentine alguém como ele, sente um amor platônico, percebe que não é correspondido além da delicadeza de um sentimento fraternal. Retribui apenas o que lhe é dado, claro. O jovem juiz tem uma estória idêntica, pensamento idêntico ao dele, talvez, um desejo de que tudo dê certo , que é possível, não sonho. Que certas coisas nos acontecem ao acaso*.
O filme também marca o reencontro das três personagens principais da trilogia. De um naufrágio, onde eles são sobreviventes e de onde recomeçarão suas vidas.
* É sugerida uma troca de olhares entre Valentine e o jovem juiz Auguste. Talvez eles tenham um relacionamento, talvez não. A idéia é de levantar a possibilidade que sempre existe, como várias vezes, o juiz pode ter passado e não percebeu.
* A pedido de Valentine, o juiz se entrega à polícia. E a vizinhança passa a jogar pedras em suas janelas. Alusão literal ao ditado "hoje é pedra, ontem era vidraça"
Quando entra em sua casa, descobre que o juiz bisbilhota a vida dos vizinhos, através de escutas telefônicas. Fato que, claro, ela repudia, mas não entende a princípio e, diante da chance de entregá-lo, hesita, volta para a casa dele. Ela compartilha com ele o segredo, ao mesmo tempo que vai surgindo uma amizade e ambos vão contando seus segredos.Ela representa pra ele o que ele buscava numa mulher. Uma esperança que veio tarde. É como se um merecesse o outro, mas é tarde demais. E, paralelamente, um juiz está se formando, passando nas provas e tem uma estória idêntica a do juiz aposentado.
O que o filme quer passar é que, diferente dos outros dois, onde o protagonista sempre está presente nas cenas, existem mais pessoas assim no mundo. Perto de nós, mas não a percebemos. Fraternidade representa amor ao próximo. Ajudar sem interesse. E, por não nos encontrarmos com elas, pensamos que elas não existem. E o juiz vive assim, desacreditado no ser humano. Por ser observador, sabe como são as pessoas, não se surpreende. E já acha falta de modéstia julgar. Que, pra ele, inclusive, quer dizer pôr-se no lugar dos outros, sabendo que jamais estaria.
E quando ele vê em Valentine alguém como ele, sente um amor platônico, percebe que não é correspondido além da delicadeza de um sentimento fraternal. Retribui apenas o que lhe é dado, claro. O jovem juiz tem uma estória idêntica, pensamento idêntico ao dele, talvez, um desejo de que tudo dê certo , que é possível, não sonho. Que certas coisas nos acontecem ao acaso*.
O filme também marca o reencontro das três personagens principais da trilogia. De um naufrágio, onde eles são sobreviventes e de onde recomeçarão suas vidas.
* É sugerida uma troca de olhares entre Valentine e o jovem juiz Auguste. Talvez eles tenham um relacionamento, talvez não. A idéia é de levantar a possibilidade que sempre existe, como várias vezes, o juiz pode ter passado e não percebeu.
* A pedido de Valentine, o juiz se entrega à polícia. E a vizinhança passa a jogar pedras em suas janelas. Alusão literal ao ditado "hoje é pedra, ontem era vidraça"
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