terça-feira, 25 de maio de 2010

Como se vê o mundo?

Eu não espero que alguém venha me visitar aqui. Não divulguei o blog, nem olho se tem comentários (nem sei se a gente vê post por post, ou se eles avisam quando a gente loga). Muitas coisas que a gente fala devem ficar só pra gente mesmo. Quem quiser saber que venha procurar. A internet é um espaço público e basta pôr no google, que, se você der sorte de ter criado um título criativo, haverá um link do mundo pra você. Aí, o mundo te enxerga. Não sei se eu quero isso.

Hoje, eu vi o blog de 3 nulidades da elite artística brasileira : Leandra leal, Luana Piovani e Carla Perez. Esta última é a que tem um blog melhor. A Carla Perez não tenta ser uma coisa que ela não é. Ela é simples, não teve bom estudo, mas não finge que teve e se expressa da forma que ela sabe. Eu acho isso bonito. Ela tem uma vida voltada para o que ela acha certo, pra família dela, para as “associações de caridade”. Tudo que ela escreve é dela, apesar da cafonice dos giffs, desenhos. E pasmem: levando-se em conta o grau de escolaridade e a quantidade de coisas, posso afirmar que ela tem menos erros de português que as outras duas. E quem tem fama de burra é ela.

A Luana e a Leandra gostam de escrever bonito, de copiar idéias, fazer poemas. Demonstrar conhecimento. Atrizes e atores brasileiros adoram isso: mostrar que lêem Nietzsche, Freud, Hegel e entendem perfeitamente. Da mesma forma que lêem e entendem a coluna do Veríssimo no Globo. E eu ainda acho cafona indicar clássicos pra quem lê um blog. Primeiro, porque não é leitura cotidiana e, segundo, porque é resultado de estudos e análises que implicam em você ler outras opiniões pra se encaixar dentro do que um ou outro autor pensa. Às vezes, só se faz isso na faculdade. Mas ali, a intenção é só inflar o próprio ego. E mostrar que lê difícil.


Enfim, era isso; as primeiras percepções do dia. E arrumando desculpa pra me manter ocupado. No dia que eu achar que isto pode ser útil pra alguém , eu me empenharei.
Por enquanto, até aqui, é segredo.

*16-08-2007

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Na natureza selvagem (2007)


Este filme, do Sean Penn, conta a estória de um jovem ,vinte e poucos anos,recém formado, que abandona família e todos os luxos pra seguir a filosofia “easy rider” natureba. Ele acredita que a felicidade é possível de ser alcançada sozinho com a natureza. Pra isso, se desvencilha do dinheiro, identidade, e segue anônimo numa jornada até o Alasca que durou 2 anos.

Embora seja algo discutível, o filme toma uma visão crítica do comportamento do garoto. Não chega a enaltecer sua atitude, tornando-o herói. Pelo contrário, a todo momento, existe um questionamento a respeito da ética dele. As pessoas que ele vai conhecendo no percurso, que o acolhem, o ajudam, discordam de vários pontos de sua forma de pensar. Um deles, o chavão da fuga da sociedade para a natureza, do individualismo burguês, busca da felicidade, da bondade do ser humano , etc. Tudo perdido em função do dinheiro. Aí, é que está um ponto importante do filme: ele conta com a solidariedade de desconhecidos, não se comunica com a família e não se apega a ninguém. Ele se mantém sozinho e assim permanece, sem qualquer vínculo. Nem mesmo o nome verdadeiro.

Daí, a moral indigesta do filme: a felicidade só é real, se compartilhada. Mas também poderia ser que ética não é algo individual, como também a civilização não se opõe á natureza.

É um filme muito bem retratado, com uma trilha especialmente composta pra ele,muito bonito de ser ver, o diretor capta bem o “espírito aventureiro”e, embora não haja intenção de questionamentos políticos, mas apenas retratar uma história real, é importante, que o espectador veja por este ângulo: da ética. E daí, forme sua própria opinião.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Sra. Ironia

Sonhei que a gente estava falando sobre reservas de cotas pra hipossuficientes no céu , para as quais eu havia entrado. Você tinha acabado de saber que tinha um céu só pra você. Eu disse "que legal!" e você que não gostou porque só tinha graça se tivesse com quem dividir. Eu disse :"ainda bem que quem vai pra cota não precisa escolher".

Então, você me disse que era por isso que eu estava nas cotas: o lugar de quem não sabe escolher. E, como quem tem o próprio céu não pode escolher cotistas, não poderia me escolher. Eu disse: "obrigado, amor, bom saber que tem alguém com seu próprio céu que me escolheria pra dividí-lo". E você: "Bom por quê?, você merece ter um céu só pra você" Aí, eu disse :"não, porque, pelo que você disse, eu não saberia escolher com quem dividí-lo. Seria mais fácil não ter o céu".


Aí você achou que eu a queria como hipossuficiente tb. Eu disse que é fácil dizer que daria metade do seu céu pra quem não poderia dar (a gente sempre briga).

Moral da história: "Amor, com você, o céu não vale nada!"

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sobre ética, violência e liberdade

Eu odeio o pensamento que defende leis punitivas como forma de conscientizar o ser humano. Como se o pensar respondesse a estímulos como reflexo condicionado. Negar a espontaneidade, a liberdade do pensamento e querer que o ser humano passe a agir a partir do medo da punição é um resquício da ditadura, da ética da violência educadora legitimada pelo Estado na nossa sociedade. Como se pudesse o Estado interferir na liberdade das pessoas de forma repressiva, em vez de educadora, quando a formação cultural do indivíduo é construída, não imposta. Você aceita as leis da físca, matemática, biologia, mas a sua conduta ética é construída a partir dos valores que você mesmo pondera.

Matar é reprovável e dá cadeia. Se você mata, você sabe que vai ser punido. Mas o animus de matar se sobrepõe, naquele contexto, às consequências. A punição existe porque a vida é indisponível e porque o Estado de Direito faz uma valoração entre o que motivou o homícidio, o direito da pessoa que foi morta e as consequências do crime para a vida de quem matou. Não é todo homicídio que vai ser punido. E justiça é a vinculação do direito à ética.

Quando eu falo de ética, eu falo do agir segundo o que lhe é ensinado. Do tópico referência. Do que é CONSTRUÍDO e não condicionado. Você passa a agir quando se conscientiza das suas ações. Quando você valora, põe ato e consequência na balança. Existe liberdade de agir, mas a consciência está a partir da educação do indivíduo, da forma como ele se percebe no meio social, e no que ele aprende com a vivência de suas próprias condutas. "Aprender a viver que é o viver mesmo"*. E você aprende quando erra, inclusive. O ser humano muda de pensamento, de postura e de forma de lidar. Ele muda de acordo com o contexto em que ele vive e uma ação sua em si não define ninguém.

Até aqui, eu falei de indivíduo, não falei de coletividade. Falei de ética individual, mas, de igual importância, existe a ética social, que é muito mais complexa e transindivivual. . Seja a coletividade representada por um chefe de Estado e seus parlamentares ou por líderes religiosos, o que há em comum é a construção do pensamento. A partir do afinamento de idéias. formula-se leis de comportamento que o indivíduo opta por agir. Lógico que o Estado abrange um espaço e uma complexidade muito maior que a de uma Igreja, por exemplo, mas nem por isso, ele é mais importante pra todas as pessoas. Você não pode chegar para um religioso e dizer a ele que o Estado é mais importante que Deus, que as leis e o ordenamento jurídico são mais importante que a Bíblia ou o Alcorão. Pra ele, não é, mas é claro que não se pode ter oposição direta de ambos os lados. O Estado, por exemplo, cede à obrigatoriedade do serviço militar, quando a religião não permite. Existe aí uma valoração. Uma igualdade.


A palavra mais importante para o Estado de Direito é a valoração. Condutas se relacionam a bens jurídicos, que são tudo aquilo que o Estado considera importante e deve ser preservado: vida, liberdade (de expressão, religiosa, de ir e vir), a dignidade da pessoa humana. Mas existe uma tão importante quanto que o Estado negligencia, que é a educação. É dela que se forma o pensamento do ator das condutas e se constrói o papel que o indivíduo exerce na sociedade, o que se entende por socialização.

A educação determina, primeiro, o cidadão que você é em relação ao Estado e aos outros iguais a você. Depois, ela vai dizer qual o seu papel no sistema social. Médicos, advogados, professores, são diferentes pela educação. Para a conduta de cada um, haverá leis especificas, que levam à construção da ética profissional que é aplicada e fiscalizada pelas entidades de representação profissional de cada classe. Um médico é um cidadão como qualquer outro, mas esta condição faz o Estado exigir dele condutas para com outros cidadãos que não exige de um advogado e vice-versa. Por isso, eles não são tratados em todos os casos como cidadãos comuns.

O problema da nossa sociedade hoje, é que as pessoas precisam se sentir diferenciadas, por uma questão de autodeterminação. A ética de atuação é a dos grupos sociais e eles acham lógico atuar a partir da demarcação de limites da liberdade. Pra política, é prato cheio. O erro da atuação dos grupos sociais é ser contraponto, se auto afirmando como minorias, na acepção de hipossuficientes, carentes de uma valoração postiva do Estado. Só que não existe a construção do pensamento dessas pessoas para as suas condutas. É o oposto: dos demais, dos quais eles se diferenciam, deve existir uma exigibilidade de conduta ética pelo Estado. E falam isso em nome da liberdade, ou seja, pra que a liberdade deles seja plena, é necessário que a dos outros seja limitada.

E, diante da impossibilidade da construção desse pensamento a partir da educação, o caminho mais fácil é o da penalização, vista sempre como punitiva, nunca educacional ou (res)socializadora. É inegável que é legitimação da violência impor pelo medo de ser punido., por ser oposição à valoração, o mais importante do Estado de Direito. Aliás, nem é ser Estado de Direito.

*Guimarães Rosa, em Grandes Sertões Veredas


sábado, 3 de abril de 2010

O Segredo dos seus Olhos (2009)

Estamos tratando de um filme argentino que ganhou o Oscar 2010 de melhor filme estrangeiro. Filme que trata de amor.Melhor: da conduta amorosa. De como vemos uma pessoa que ama na sua plenitude. São duas histórias entrelaçadas, duas formas de viver o amor: renúncia e o auto sacrifício.

Ricardo Darin vive Benjamin Espósito, que trabalha numa espécie de corte criminal, onde ele é um escrivão. E surge um caso de um assassinato de uma mulher em que ele trabalha: ela foi estuprada e morta. Ele conhece o marido da vítima e fica fascinado pelo amor que ele sentia por ela. A ponto de ele apenas sobreviver, não encontrando sentido em nada, a não ser esperar pelo assassino de sua mulher na estação do trem*. Espósito também é escritor amador. Tenta há anos criar uma história, mas nunca cosnegue inspiração porque ele mesmo, ama uma mulher há anos, mas não tem coragem de se declarar, e ela percebe isso. Envolvido com o caso, ele consegue encontrar o assassino, que tem uma série de conchavos políticos, e o governador, a quem se subordinava a tal corte criminal solta o assassino, que seria condenado, réu confesso ainda por cima, a prisão perpétua.

Ao saber que o assassino está livre, Morales entra em desespero. Fica indignado, e Espósito vê que a vida dele parece que não vale nada. Tenta de todas as formas colocar o assassino na prisão, motivo que faz com que ele sofra um atentado, onde morre um grande amigo no seu lugar, fugindo de trem para uma outra cidade. Passam-se 25 anos. Espósito,então, vai visitar Morales. Ele vê numa casa isolada, de quintal, um homem de vida vazia, apregoado ainda ao passado, inerte. Uma pessoa frágil completamente diferente daquele homem que conheceu 25 anos antes. E ele desconfia muito do que teria acontecido, o que o levou àquele conformismo.

E aí é que chegamos ao ponto mais importante do filme. A quem ama, o sofrimento do assassino nunca será o bastante. E Morales dizia que era contra a pena de morte por ser um abreviador do sofrimento do apenado. Que a prisão pépetua do assassino seria uma equiparação do sofrimento que ele passaria por perder quem ama. E Morales se vingou, capturou o assassino, levou-o para o lugar onde vive durante 25 anos e o aprisionou. Sem nunca falar com ele. Fez justiça pelas próprias mãos.

O filme é sutil, mas explicita os efeitos do amor não vivido. É óbvia a identificação entre Espósito e Morales: a privação de viver um amor. Um, pela própria decisão, outro, por circustâncias alheias a sua vontade e isso serve pra que Espósito se declare à sua amada e repense sua segunda chance. Ela casou com um homem rico, teve filhos e ele teve sua vida estagnada. A pessoa sobrevive: não constrói, não melhora, fica entregue ao tempo. Da mesma forma que um prisioneiro fica em relação à prisão durante o cumprimento da pena. Todos perdem.


O filme é uma readaptação de um livro. É muito bem dirigido. Vale muito a pena. Também, frise-se: a violência em si não se justifica. Embora a ética de quem ama seja transindividual, digamos assim, a natureza do sofrimento do Isidoro Gomez, o assassino, tem uma outra natureza e é igualmente absurda.



*durante o filme, surge um suspeito, que conhecia a vítima há anos, que parecia ter obsessão por ela, mas que nunca tiveram nada. Ele se sentia preterido, amor não correspondido.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Preciosa( 2009)

Preciosa é um filme que trata de violência doméstica em todas as conotações que ela tem. É sexual, quando se trata de pai e filha e física e moral quando se trata da mãe. A vítima é uma menina de 16 anos, que teve a vida estagnada, e, traumatizada pela relação que ela sofre com a família dentro de casa. Estuprada pelo pai constantemente, tem 2 filhos dele: uma menina com problemas mentais, a quem chama de Mongo, e um menino. Ela recebe ajuda do governo, vai constantemente a reuniões com assistentes sociais para ganhar um incentivo que sustenta a familia. Apenas ela, a mãe é quem se aproveita do dinheiro. Não trabalha e faz com que a filha se prive da vida de adolescente pra cuidar dos filhos e servi-lhe como escrava.

A história em si é bem simples. Pra amenizar as cenas de violência suportadas pela protagonista, são interpostas cenas dela como uma "celebridade", um sonho onde todos estão adorando-a, um sonho que ela tem que se antagoniza com sua realidade.

O filme trata da perda da dignidade de uma pessoa. De bully. Precious sofre violência de todas as formas e é a única coisa que recebe do ser humano até aparecerem uma professora do curso de alfabetização especial do qual ela participa, a diretora, tentando ajudá-la, e a própria assistente social que, desconfiada dos abusos sofridos por Precious, corta o benefício, forçando a mãe a ir às reuniões. É forte, mas é um fato bem banalizado na sociedade. E não se trata nem do racismo., o enfoque é a violência da mulher * e de como há diferentes formas de reação. A avó de Precious cuida muito bem da neta, da mesma forma que cuidou da filha, mãe da Precious. Existe carinho e dedicação; a violência que ela sofre é do marido, e, tudo é descontado na filha. Pessoas que sofrem violência tendem a repetí-la em outras mais frágeis ou reagem como Precious, que, mesmo com toda passividade, quando tem a oportunidade, tenta reconstruir a vida. E existe uma omissão da avó, apesar de toda indignação que sente ao ver a filha cuidar da neta., o que faz dela uma cúmplice, não apenas uma testemunha.

A cena mais forte do filme é a cena final. Muito bem protagonizada pelas atrizes (incluindo Mariah Carey, que faz a assistente social). Lá, é narrado, pela mãe, como se deu o primeiro abuso sexual sofrido pela Precious aos 3 anos de idade. É uma cena que, a meu ver, teve um ruído. Existe uma diferença de intensidade nas atuações. A mãe durante o filme é bem dissimulada e, na cena final, há uma destoância porque ela parece sincera, comove a assistente, e a filha age de forma desdenhosa. Vale ressaltar que ela só estava ali pelo dinheiro, por nunca ter ido às reuniões. E isso era notório. Ficou uma dúvida.

* Há uma cena simbólica. A Precious conversando com a assistente pergunta a ela que cor que ela tem. E a assistente não se encaixa num perfil.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Avatar (2009)


A primeira informação relevante sobre este filme é a sua duração de 2h40min, o que vai demandar do telespectador tempo e paciência. Então, coragem. A segunda é de que não vale a pena, mas como todo filme americano que concorre a Oscar tem um apelo comercial surreal, não adianta a gente dizer que não é recomendável que as pessoas vão assistir do mesmo jeito. E, obviamente, o filme é o primeiro de uma série.

Trata-se de uma missão, a não sei quantos anos a frente daqui, num planeta chamado Pandora, onde vivem seres humanóides com uns 5 mts de altura, azuis e com rabo de rabo de cavalo, cuja descrição visual é a dos nossos antigos povos de baixa cultura. americano tem essa fixação com indígena e, quando não se trata de filmes de terror, os alienígenas são sempre culturalmente menos evoluídos que os homens. A vantagens dos aliens é que eles são fisicamente muito desenvolvidos e fortes e eles são o topo da cadeia alimentar. São mais inteligentes que os animais locais, têm dominância sobre eles e têm um contato mais pessoal com a natureza. Eles pedem desculpas aos animais que sacrificam pra comer. E, literalmente, são conectados a natureza. Tem essa coisa de consciência ecológica, até porque o filme mostra um reinício e os seres azuis são os protagonistas.

Jake Sully é um humano de coração bom. Ele se junta à uma missão substituindo seu irmão que estava a frente das pesquisas em Pandora, na construção dos avatares (que são uma espécie de robôs biologicamente criados pra interagirem com os navis afim de dominá-los). Como o irmão gêmeo do Jake morreu, ele entra no lugar. E ele é paraplégico. A função dele é , através de seu avatar, se infiltrar na sociedade navi, estudar seus costumes e negociar a ocupação do território onde existe uma reserva de um metal que, na Terra, vale 20 milhões de dólares, o kg. Na missão, também estão Grace, Sigourney Weaver, bióloga que está apenas interessada no estudo e um general bem clichezento responsável pela dominação através da força e do genocídio.

A história é bem óbvia, então, nem vou me prender muito a isso, mas o que eu acho interessante, digamos, é a forma como os navi's são tratados. Eles vivem como os nossos índios, num comunitarismo primitivo. E também, o filme quer remeter a um novo começo porque hoje nós vivemos num planeta completamente descompensado devido ao extrativismo e exploração ecoômica do homem que só destrói, não preserva. Em breve, a gente terá que se mudar pra outro planeta e vai ter que mudar e se conscientizar da preservação. Tem isso aí: a consciência ecológica. E os navis fazem o bom uso da natureza, com respeito a ela, que nós humanos não temos. E a função do Jake é essa também: ele representa o homem atual que quer caminhar a frente (lógicamente, ele é paraplégico, com o avatar, ele volta a andar e se apaixona com uma navi e faz sexo com ela), ex militar, que muda, tem um bom coração e ele vai querer ser como um navi. Da mesma forma que o Sting vê o Paulinho Paiakan. Existe um um interesse transindividual do Jake. Ele começa pensando em si próprio e no homem, depois ele passa a pensar nos navis, até pela ética da conduta amorosa. Aliás, temos aí na Grace e no Jake todas as modalidades de conduta ética sopesadas.

Postas as diferenças, dito que a mensagem do filme é válida, não há nada ali que você possa dizer que te impressiona. É um filme do James Cameron, que fez exterminador do futuroe a própria série Alien. Tem lá a crítica ao militarismo, sua associação ao totalitarismo, imposição pela violência, ao capitalismo, etc. E tudo tratado na melhor forma de vide-game. Inclusive, você pode ver o filme em 3D. Tudo muito moderno, mas pouco inovador pro que o cinema representa.


*Gostaria só de falar também da presença do Giovani Rigbisi e da Michelle Rodriguez que são dois diferencais nos gêneros que normalmente atuam. O primeiro é um excelente ator, que fez o Heaven que eu comentei há algum tempo e ela, é uma referência de filmes de ficção, como Resident Evil. Embora, coadjuvante, sempre se destaca. Sempre tem uma importância nos filmes. Ela prepara o caminho pro protagonista. Ela é figurinha fácil de ficcção, e o Giovani, bom, cinema arte não dá tanto dinheiro,né? Tá certo ele.

domingo, 7 de março de 2010

Tédio


Blog é um negócio que enjoa. Ainda mais quando você não tem os traquejos de modificar template. e mudar a cara do troço. E nem é falta de tempo porque isso aí eu tenho gastado bastante com coisas inúteis, como BBB, por exemplo, que eu faço todo ano. E eu estou torcendo pela Lia desde o começo e já falaram que eu como capim. Acho que ela é uma das melhores jogadoras de BBB que eu já vi. Com uma retórica sensacional. É aquela estratégia suicida que deu certo porque ela esteve do lado certo. E ela sacudiu o jogo, contou à sua maneira e preparou o terreno pro Dourado ganhar. E eu sei que mulher não ganha mesmo, porque é Pby que compensa. Só ver que Grazi = Carollini Honório.* E eu nunca torci pela Grazi. Hoje, ela seria sonsa. E BBB é jogo onde aquele que chega a final pode contar a históriado programa. O BBb 10 é o da Lia. Eu desenhei no msn dia desses a trajetória dela, do porquê de eu gostar tanto dela. Aliás, Só torço pelos não populares, fazer o quê? E foi útil, na ultima semana, descobri o filme " A órfã" pelo BBB.

Sobre esta edição, resumidamente:

Não é possível que nego não perceba que o Michel é falso. Eu estou adorando que a galera está metendo a cara, descendo o nível mesmo. O Dourado disse no primeiro dia, quando entrou ,que podia até perder uma perna. Aquilo ali é tudo pra eles. E veja você: a única pessoa com alguma classe, reserva e esperteza juntas é a Fernanda. Pra mim: Cadu, Dourado e Fernanda têm tudo pra final. Lia, com um honroso 4º lugar, senão conseguir tirar a Fernanda do páreo no caminho. As bichinhas saem, porque vão contra Dourado. Vão enfrentá-lo em paredão duplo. Porque tá fechado o novo lado b: Cadu Lia e Dourado estão juntos. Fernanda é neutra. Se a liderança for pra qualquer um deles, a tendência é líder indicar Serginho ou Dimmy e eles terem que votar no Dourado ou na Fernanda. A Lia sempre estará protegida e caso haja empate, a Lia sai do paredão. Já foi pra três, Dourado é campeão já, sendo que a cacau saiu com 62%, Lia 27%, Dourado 11%. Dourado figurou no paredão. Sinal de que a Lia está bem com o público.


E eu também resolvi lançar uma campanha anti-celular. Joguei o meu fora e, sinceramente, não faz falta. Achei até libertador. Filosofia mesmo. E há quem fique querendo me convencer que e´absurdo. "eu te dou um celular" e eu respondo que não é o dinheiro o problema. Aliás, dinheiro, pra mim, só é problema pra quem tem muito, pra quem não tem, como eu, o importante é a criatividade.

To pensando em migrar o blog pra ver se eu me animo.

* É claro que não em popularidade, mas em colocação. Vice campeã e com a vantagem de ter jogado e não de ter cumprido o papel de princesa. E, hoje, a Grazi não daria certo. Ninguém quer ser Grazi e muitas querem ser Priscila.

sábado, 16 de janeiro de 2010

"O Haiti não é aqui"

A gente terminou o ano passado com a tragédia em Angra e começou 2010 com a do Haiti chocados com a diferença de tratamento dado a ambos os casos. Simplesmente esqueceram a Yumi depois do terremoto, lembraram até do cônsul falando em maldição dos países africanos. Algo forçado isso aí, no sentido de um comentário impróprio numa hora em que não se deveria estar gravando.

Enfim, o Lula resolve doar 15 MILHÕES DE DÓLARES pra resolver o assunto haitiano, enquanto os países RICOS doaram cerca de 2 milhões. Mandou aviões da FAB pra ajudar nos resgates. Isso não seria nada se não fosse o fato de que, no Brasil, há muito mais vítimas que no Haiti. No Brasil, existe OBRIGATORIEDADE do governo ajudar, porque os CONTRIBUINTES estão aqui. Veja bem a quantidade de pessoas executadas por não pagamento de impostos, o confisco que é a carga tributária brasileira, basta que você seja remunerado que você paga impostos. Aí, na hora que você perde sua casa em virtude um deslizamento, perde sua família, fica sem nada, o Estado resolve ser o bom samaritano internacional. Faz política externa.

E vários soldados brasileiros morreram no Haiti também. E os americanos estão lá escoltando nossa FAB com ajuda humanitária. O presidente viu Angra, viu o sul do país, teve que sobrevoar pra delcarar estado de emergência. E ajudou o Haiti.

Eu só quero levantar com isso a questão do "não tem pra gente, tem pros outros", só pra que saibamos do quanto o povo se deixa levar, nas horas das eleições, de que vão ter seus anseios atendidos.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

quem sou eu:

Na vida, se aprende que nós escolhemos o tempo do verbo. E que "se arrepender só do que não fez" nunca dá certo. Veja só o Einstein: passou a vida pensando assim e, só depois que viu a bomba que ele idealizou explodir, começou a pedir desculpas e virou bom moço. Quem liga pro arrependimento dele?

Uma outra coisa importante: politicamente correto pra quem tem senso critico é ironia. Pra quem não tem, é bom mocismo.

Então, se você tem interesse, melhor que pensem que você é bem intencionado, ingênuo e legal.

Afinal:


"Estamos tão familiarizados com a hipocrisia que a sinceridade de alguém nos parece um sarcasmo." (Adão Myszak)