segunda-feira, 24 de maio de 2010

Na natureza selvagem (2007)


Este filme, do Sean Penn, conta a estória de um jovem ,vinte e poucos anos,recém formado, que abandona família e todos os luxos pra seguir a filosofia “easy rider” natureba. Ele acredita que a felicidade é possível de ser alcançada sozinho com a natureza. Pra isso, se desvencilha do dinheiro, identidade, e segue anônimo numa jornada até o Alasca que durou 2 anos.

Embora seja algo discutível, o filme toma uma visão crítica do comportamento do garoto. Não chega a enaltecer sua atitude, tornando-o herói. Pelo contrário, a todo momento, existe um questionamento a respeito da ética dele. As pessoas que ele vai conhecendo no percurso, que o acolhem, o ajudam, discordam de vários pontos de sua forma de pensar. Um deles, o chavão da fuga da sociedade para a natureza, do individualismo burguês, busca da felicidade, da bondade do ser humano , etc. Tudo perdido em função do dinheiro. Aí, é que está um ponto importante do filme: ele conta com a solidariedade de desconhecidos, não se comunica com a família e não se apega a ninguém. Ele se mantém sozinho e assim permanece, sem qualquer vínculo. Nem mesmo o nome verdadeiro.

Daí, a moral indigesta do filme: a felicidade só é real, se compartilhada. Mas também poderia ser que ética não é algo individual, como também a civilização não se opõe á natureza.

É um filme muito bem retratado, com uma trilha especialmente composta pra ele,muito bonito de ser ver, o diretor capta bem o “espírito aventureiro”e, embora não haja intenção de questionamentos políticos, mas apenas retratar uma história real, é importante, que o espectador veja por este ângulo: da ética. E daí, forme sua própria opinião.

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