A primeira informação relevante sobre este filme é a sua duração de 2h40min, o que vai demandar do telespectador tempo e paciência. Então, coragem. A segunda é de que não vale a pena, mas como todo filme americano que concorre a Oscar tem um apelo comercial surreal, não adianta a gente dizer que não é recomendável que as pessoas vão assistir do mesmo jeito. E, obviamente, o filme é o primeiro de uma série.
Trata-se de uma missão, a não sei quantos anos a frente daqui, num planeta chamado Pandora, onde vivem seres humanóides com uns 5 mts de altura, azuis e com rabo de rabo de cavalo, cuja descrição visual é a dos nossos antigos povos de baixa cultura. americano tem essa fixação com indígena e, quando não se trata de filmes de terror, os alienígenas são sempre culturalmente menos evoluídos que os homens. A vantagens dos aliens é que eles são fisicamente muito desenvolvidos e fortes e eles são o topo da cadeia alimentar. São mais inteligentes que os animais locais, têm dominância sobre eles e têm um contato mais pessoal com a natureza. Eles pedem desculpas aos animais que sacrificam pra comer. E, literalmente, são conectados a natureza. Tem essa coisa de consciência ecológica, até porque o filme mostra um reinício e os seres azuis são os protagonistas.
Jake Sully é um humano de coração bom. Ele se junta à uma missão substituindo seu irmão que estava a frente das pesquisas em Pandora, na construção dos avatares (que são uma espécie de robôs biologicamente criados pra interagirem com os navis afim de dominá-los). Como o irmão gêmeo do Jake morreu, ele entra no lugar. E ele é paraplégico. A função dele é , através de seu avatar, se infiltrar na sociedade navi, estudar seus costumes e negociar a ocupação do território onde existe uma reserva de um metal que, na Terra, vale 20 milhões de dólares, o kg. Na missão, também estão Grace, Sigourney Weaver, bióloga que está apenas interessada no estudo e um general bem clichezento responsável pela dominação através da força e do genocídio.
A história é bem óbvia, então, nem vou me prender muito a isso, mas o que eu acho interessante, digamos, é a forma como os navi's são tratados. Eles vivem como os nossos índios, num comunitarismo primitivo. E também, o filme quer remeter a um novo começo porque hoje nós vivemos num planeta completamente descompensado devido ao extrativismo e exploração ecoômica do homem que só destrói, não preserva. Em breve, a gente terá que se mudar pra outro planeta e vai ter que mudar e se conscientizar da preservação. Tem isso aí: a consciência ecológica. E os navis fazem o bom uso da natureza, com respeito a ela, que nós humanos não temos. E a função do Jake é essa também: ele representa o homem atual que quer caminhar a frente (lógicamente, ele é paraplégico, com o avatar, ele volta a andar e se apaixona com uma navi e faz sexo com ela), ex militar, que muda, tem um bom coração e ele vai querer ser como um navi. Da mesma forma que o Sting vê o Paulinho Paiakan. Existe um um interesse transindividual do Jake. Ele começa pensando em si próprio e no homem, depois ele passa a pensar nos navis, até pela ética da conduta amorosa. Aliás, temos aí na Grace e no Jake todas as modalidades de conduta ética sopesadas.
Postas as diferenças, dito que a mensagem do filme é válida, não há nada ali que você possa dizer que te impressiona. É um filme do James Cameron, que fez exterminador do futuroe a própria série Alien. Tem lá a crítica ao militarismo, sua associação ao totalitarismo, imposição pela violência, ao capitalismo, etc. E tudo tratado na melhor forma de vide-game. Inclusive, você pode ver o filme em 3D. Tudo muito moderno, mas pouco inovador pro que o cinema representa.
*Gostaria só de falar também da presença do Giovani Rigbisi e da Michelle Rodriguez que são dois diferencais nos gêneros que normalmente atuam. O primeiro é um excelente ator, que fez o Heaven que eu comentei há algum tempo e ela, é uma referência de filmes de ficção, como Resident Evil. Embora, coadjuvante, sempre se destaca. Sempre tem uma importância nos filmes. Ela prepara o caminho pro protagonista. Ela é figurinha fácil de ficcção, e o Giovani, bom, cinema arte não dá tanto dinheiro,né? Tá certo ele.
Trata-se de uma missão, a não sei quantos anos a frente daqui, num planeta chamado Pandora, onde vivem seres humanóides com uns 5 mts de altura, azuis e com rabo de rabo de cavalo, cuja descrição visual é a dos nossos antigos povos de baixa cultura. americano tem essa fixação com indígena e, quando não se trata de filmes de terror, os alienígenas são sempre culturalmente menos evoluídos que os homens. A vantagens dos aliens é que eles são fisicamente muito desenvolvidos e fortes e eles são o topo da cadeia alimentar. São mais inteligentes que os animais locais, têm dominância sobre eles e têm um contato mais pessoal com a natureza. Eles pedem desculpas aos animais que sacrificam pra comer. E, literalmente, são conectados a natureza. Tem essa coisa de consciência ecológica, até porque o filme mostra um reinício e os seres azuis são os protagonistas.
Jake Sully é um humano de coração bom. Ele se junta à uma missão substituindo seu irmão que estava a frente das pesquisas em Pandora, na construção dos avatares (que são uma espécie de robôs biologicamente criados pra interagirem com os navis afim de dominá-los). Como o irmão gêmeo do Jake morreu, ele entra no lugar. E ele é paraplégico. A função dele é , através de seu avatar, se infiltrar na sociedade navi, estudar seus costumes e negociar a ocupação do território onde existe uma reserva de um metal que, na Terra, vale 20 milhões de dólares, o kg. Na missão, também estão Grace, Sigourney Weaver, bióloga que está apenas interessada no estudo e um general bem clichezento responsável pela dominação através da força e do genocídio.
A história é bem óbvia, então, nem vou me prender muito a isso, mas o que eu acho interessante, digamos, é a forma como os navi's são tratados. Eles vivem como os nossos índios, num comunitarismo primitivo. E também, o filme quer remeter a um novo começo porque hoje nós vivemos num planeta completamente descompensado devido ao extrativismo e exploração ecoômica do homem que só destrói, não preserva. Em breve, a gente terá que se mudar pra outro planeta e vai ter que mudar e se conscientizar da preservação. Tem isso aí: a consciência ecológica. E os navis fazem o bom uso da natureza, com respeito a ela, que nós humanos não temos. E a função do Jake é essa também: ele representa o homem atual que quer caminhar a frente (lógicamente, ele é paraplégico, com o avatar, ele volta a andar e se apaixona com uma navi e faz sexo com ela), ex militar, que muda, tem um bom coração e ele vai querer ser como um navi. Da mesma forma que o Sting vê o Paulinho Paiakan. Existe um um interesse transindividual do Jake. Ele começa pensando em si próprio e no homem, depois ele passa a pensar nos navis, até pela ética da conduta amorosa. Aliás, temos aí na Grace e no Jake todas as modalidades de conduta ética sopesadas.
Postas as diferenças, dito que a mensagem do filme é válida, não há nada ali que você possa dizer que te impressiona. É um filme do James Cameron, que fez exterminador do futuroe a própria série Alien. Tem lá a crítica ao militarismo, sua associação ao totalitarismo, imposição pela violência, ao capitalismo, etc. E tudo tratado na melhor forma de vide-game. Inclusive, você pode ver o filme em 3D. Tudo muito moderno, mas pouco inovador pro que o cinema representa.
*Gostaria só de falar também da presença do Giovani Rigbisi e da Michelle Rodriguez que são dois diferencais nos gêneros que normalmente atuam. O primeiro é um excelente ator, que fez o Heaven que eu comentei há algum tempo e ela, é uma referência de filmes de ficção, como Resident Evil. Embora, coadjuvante, sempre se destaca. Sempre tem uma importância nos filmes. Ela prepara o caminho pro protagonista. Ela é figurinha fácil de ficcção, e o Giovani, bom, cinema arte não dá tanto dinheiro,né? Tá certo ele.
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