Estamos tratando de um filme argentino que ganhou o Oscar 2010 de melhor filme estrangeiro. Filme que trata de amor.Melhor: da conduta amorosa. De como vemos uma pessoa que ama na sua plenitude. São duas histórias entrelaçadas, duas formas de viver o amor: renúncia e o auto sacrifício.
Ricardo Darin vive Benjamin Espósito, que trabalha numa espécie de corte criminal, onde ele é um escrivão. E surge um caso de um assassinato de uma mulher em que ele trabalha: ela foi estuprada e morta. Ele conhece o marido da vítima e fica fascinado pelo amor que ele sentia por ela. A ponto de ele apenas sobreviver, não encontrando sentido em nada, a não ser esperar pelo assassino de sua mulher na estação do trem*. Espósito também é escritor amador. Tenta há anos criar uma história, mas nunca cosnegue inspiração porque ele mesmo, ama uma mulher há anos, mas não tem coragem de se declarar, e ela percebe isso. Envolvido com o caso, ele consegue encontrar o assassino, que tem uma série de conchavos políticos, e o governador, a quem se subordinava a tal corte criminal solta o assassino, que seria condenado, réu confesso ainda por cima, a prisão perpétua.
Ao saber que o assassino está livre, Morales entra em desespero. Fica indignado, e Espósito vê que a vida dele parece que não vale nada. Tenta de todas as formas colocar o assassino na prisão, motivo que faz com que ele sofra um atentado, onde morre um grande amigo no seu lugar, fugindo de trem para uma outra cidade. Passam-se 25 anos. Espósito,então, vai visitar Morales. Ele vê numa casa isolada, de quintal, um homem de vida vazia, apregoado ainda ao passado, inerte. Uma pessoa frágil completamente diferente daquele homem que conheceu 25 anos antes. E ele desconfia muito do que teria acontecido, o que o levou àquele conformismo.
E aí é que chegamos ao ponto mais importante do filme. A quem ama, o sofrimento do assassino nunca será o bastante. E Morales dizia que era contra a pena de morte por ser um abreviador do sofrimento do apenado. Que a prisão pépetua do assassino seria uma equiparação do sofrimento que ele passaria por perder quem ama. E Morales se vingou, capturou o assassino, levou-o para o lugar onde vive durante 25 anos e o aprisionou. Sem nunca falar com ele. Fez justiça pelas próprias mãos.
O filme é sutil, mas explicita os efeitos do amor não vivido. É óbvia a identificação entre Espósito e Morales: a privação de viver um amor. Um, pela própria decisão, outro, por circustâncias alheias a sua vontade e isso serve pra que Espósito se declare à sua amada e repense sua segunda chance. Ela casou com um homem rico, teve filhos e ele teve sua vida estagnada. A pessoa sobrevive: não constrói, não melhora, fica entregue ao tempo. Da mesma forma que um prisioneiro fica em relação à prisão durante o cumprimento da pena. Todos perdem.
O filme é uma readaptação de um livro. É muito bem dirigido. Vale muito a pena. Também, frise-se: a violência em si não se justifica. Embora a ética de quem ama seja transindividual, digamos assim, a natureza do sofrimento do Isidoro Gomez, o assassino, tem uma outra natureza e é igualmente absurda.
*durante o filme, surge um suspeito, que conhecia a vítima há anos, que parecia ter obsessão por ela, mas que nunca tiveram nada. Ele se sentia preterido, amor não correspondido.
Ricardo Darin vive Benjamin Espósito, que trabalha numa espécie de corte criminal, onde ele é um escrivão. E surge um caso de um assassinato de uma mulher em que ele trabalha: ela foi estuprada e morta. Ele conhece o marido da vítima e fica fascinado pelo amor que ele sentia por ela. A ponto de ele apenas sobreviver, não encontrando sentido em nada, a não ser esperar pelo assassino de sua mulher na estação do trem*. Espósito também é escritor amador. Tenta há anos criar uma história, mas nunca cosnegue inspiração porque ele mesmo, ama uma mulher há anos, mas não tem coragem de se declarar, e ela percebe isso. Envolvido com o caso, ele consegue encontrar o assassino, que tem uma série de conchavos políticos, e o governador, a quem se subordinava a tal corte criminal solta o assassino, que seria condenado, réu confesso ainda por cima, a prisão perpétua.
Ao saber que o assassino está livre, Morales entra em desespero. Fica indignado, e Espósito vê que a vida dele parece que não vale nada. Tenta de todas as formas colocar o assassino na prisão, motivo que faz com que ele sofra um atentado, onde morre um grande amigo no seu lugar, fugindo de trem para uma outra cidade. Passam-se 25 anos. Espósito,então, vai visitar Morales. Ele vê numa casa isolada, de quintal, um homem de vida vazia, apregoado ainda ao passado, inerte. Uma pessoa frágil completamente diferente daquele homem que conheceu 25 anos antes. E ele desconfia muito do que teria acontecido, o que o levou àquele conformismo.
E aí é que chegamos ao ponto mais importante do filme. A quem ama, o sofrimento do assassino nunca será o bastante. E Morales dizia que era contra a pena de morte por ser um abreviador do sofrimento do apenado. Que a prisão pépetua do assassino seria uma equiparação do sofrimento que ele passaria por perder quem ama. E Morales se vingou, capturou o assassino, levou-o para o lugar onde vive durante 25 anos e o aprisionou. Sem nunca falar com ele. Fez justiça pelas próprias mãos.
O filme é sutil, mas explicita os efeitos do amor não vivido. É óbvia a identificação entre Espósito e Morales: a privação de viver um amor. Um, pela própria decisão, outro, por circustâncias alheias a sua vontade e isso serve pra que Espósito se declare à sua amada e repense sua segunda chance. Ela casou com um homem rico, teve filhos e ele teve sua vida estagnada. A pessoa sobrevive: não constrói, não melhora, fica entregue ao tempo. Da mesma forma que um prisioneiro fica em relação à prisão durante o cumprimento da pena. Todos perdem.
O filme é uma readaptação de um livro. É muito bem dirigido. Vale muito a pena. Também, frise-se: a violência em si não se justifica. Embora a ética de quem ama seja transindividual, digamos assim, a natureza do sofrimento do Isidoro Gomez, o assassino, tem uma outra natureza e é igualmente absurda.
*durante o filme, surge um suspeito, que conhecia a vítima há anos, que parecia ter obsessão por ela, mas que nunca tiveram nada. Ele se sentia preterido, amor não correspondido.
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