
O filme trata da pena de morte. No Texas, que é estado conservador americano. E todo o filme é uma metáfora da história de Sócrates: confrontar o sistema, questionar, debater, criticar, tentar mudar as pessoas, mas sendo o mesmo revoltado pacifista e passivo de sempre. Não se confronta o sitema com questionamentos morais, como Sócrates fazia, porque nada é mais simplista que a moral. E enxergar a sociedade por conceitos próprios pode ter sido coisa da antiguidade, não tem mais sentido hoje.
David Gale é o Sócrates contemporâneo, um homem contrário à pena de morte e ativista. Ele está condenado à morte por ter supostamente assassinado uma amiga. Lógico que ele é inocente e, no filme, ele cita passagens da história do Sócrates porque ele se identifica. com ela. E filme americano que se preze, tem que verbalizar pra ser entendido, por mais óbvio que seja.
Kate Winslet faz uma jornalista que ele convida para contar sobre sua vida, crimes, etc. Ela muda o olhar e questiona, como ele achava que devia ser feito, manipulada. De forma que, de acordo com as informações que ele fosse soltando se convencesse de que ele era inocente e do quão absurda é a pena de morte. A verdade absoluta é a do David, o messias da atualidade. A forma de atuação dele é pelo método socrático. O governo é sofista,- representado pelo governador e pela Justiça- . Ele representa a bondade da alma humana.
A jornalista vai recebendo informações, via vídeo, do "assassinato", ela vai descobrindo e investigando o que aconteceu. É um assassinato planejado, de forma a incriminar o David Gale e chocar a sociedade. A amiga foi morta da seguinte forma: com as mãos presas por algemas nas costas, foi posto um saco plástico na cabeça, amarrado com fita e com a chave dentro de seu estômago. Tudo filmado.
David Gale é condenado, contrata o pior advogado para defendê-lo, de forma a, propositalmente, não se beneficiar pela justiça, o que incluiria um direito a alternância de penas,ou seja: em vez de pena de morte,prisão perpétua. Ele quer ser condenado. Ser visto como culpado. A sociedade já o renegava por ter sido acusado pelo estupro de uma aluna - por vingança dela- que retira a acusação, mas todos acham que o advogado dele é que foi competente. As pessoas acusam e condenam sem que haja uma defesa. E de professor universitário conceituado, vira gerente de lanchonete. A sua utilidade agora é modificar o pensamento da sociedade a partir do seu drama.
O filme consegue o que se propõe. A forma como é feito é que é forçada. Não tem lógica o questionamento do Gale, porque ele é parcial. Você não provoca questionamento nas pessoas, se você não tenta apontar falhas no sistema usando o próprio sistema. Gale comete o crime de Suicídio, pelo art. 122 do CP. Ele auxilia, induz. Não é inocente. Ele apenas quis tornar-se mártir. Repetir o erro de Sócrates: o acusado.
E Sócrates, sabemos bem, é mais um exemplo didático do que propriamente um homem porque há dúvidas sobre sua existência.
David Gale é o Sócrates contemporâneo, um homem contrário à pena de morte e ativista. Ele está condenado à morte por ter supostamente assassinado uma amiga. Lógico que ele é inocente e, no filme, ele cita passagens da história do Sócrates porque ele se identifica. com ela. E filme americano que se preze, tem que verbalizar pra ser entendido, por mais óbvio que seja.
Kate Winslet faz uma jornalista que ele convida para contar sobre sua vida, crimes, etc. Ela muda o olhar e questiona, como ele achava que devia ser feito, manipulada. De forma que, de acordo com as informações que ele fosse soltando se convencesse de que ele era inocente e do quão absurda é a pena de morte. A verdade absoluta é a do David, o messias da atualidade. A forma de atuação dele é pelo método socrático. O governo é sofista,- representado pelo governador e pela Justiça- . Ele representa a bondade da alma humana.
A jornalista vai recebendo informações, via vídeo, do "assassinato", ela vai descobrindo e investigando o que aconteceu. É um assassinato planejado, de forma a incriminar o David Gale e chocar a sociedade. A amiga foi morta da seguinte forma: com as mãos presas por algemas nas costas, foi posto um saco plástico na cabeça, amarrado com fita e com a chave dentro de seu estômago. Tudo filmado.
David Gale é condenado, contrata o pior advogado para defendê-lo, de forma a, propositalmente, não se beneficiar pela justiça, o que incluiria um direito a alternância de penas,ou seja: em vez de pena de morte,prisão perpétua. Ele quer ser condenado. Ser visto como culpado. A sociedade já o renegava por ter sido acusado pelo estupro de uma aluna - por vingança dela- que retira a acusação, mas todos acham que o advogado dele é que foi competente. As pessoas acusam e condenam sem que haja uma defesa. E de professor universitário conceituado, vira gerente de lanchonete. A sua utilidade agora é modificar o pensamento da sociedade a partir do seu drama.
O filme consegue o que se propõe. A forma como é feito é que é forçada. Não tem lógica o questionamento do Gale, porque ele é parcial. Você não provoca questionamento nas pessoas, se você não tenta apontar falhas no sistema usando o próprio sistema. Gale comete o crime de Suicídio, pelo art. 122 do CP. Ele auxilia, induz. Não é inocente. Ele apenas quis tornar-se mártir. Repetir o erro de Sócrates: o acusado.
E Sócrates, sabemos bem, é mais um exemplo didático do que propriamente um homem porque há dúvidas sobre sua existência.
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