sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O que é transparência política hoje?

O fato é que o eleitor vota no político com o qual ele se identifica. Antes, o político fazia aquele discurso “politicamente correto”, do certo , do ético, de comportamentos que uma pessoa comum jamais teria. Ele se fazia de exemplo, de cidadão ideal, acima dos demais. Aí se descobria uma filha fora do casamento, fotos comprometedoras, sexo com a secretária e isso acabava com a eleição dele. Pra ser político, tem que ser honesto, se você mente ou omite pra ser eleito, você não é honesto. Mas isso antes dos Reality shows. Aí que se percebeu que as pessoas gostam da pessoa pelo que ela é, não pelo que faz. O problema não é você errar; é você errar, omitir, e dizer que não erra.

O político tem que se aproximar do povo. Ser como ele. E isso é OBVIO num país que tem o Lula como presidente. Ele não fez governo dentro da ideologia que defendeu anos e anos. Fez O OPOSTO , mas foi lá e contou a “HISTORIA DE VIDA”. As pessoas se identificam com o “torneiro mecânico” que traiu a esposa, tem filha bastarda, fama de alcoólatra, e faz questão de dizer que não gosta de estudar. Todo mundo sabe que o discurso que ele lê não é dele. Que ele tem lábia. Mas ele dá bolsa família, transformou pobre em classe média. Deu aquela ideologia de que tirou de quem tinha pra dar pra quem não tinha-em cash-. Deu diploma Prouni. Isso é realidade aparente, claro. Mas o povo gosta de aparência também. E o caso do Lula é exceção à nova regra de transparência política.

Sarah Palin é uma política moderna. Ela vive no Alasca, onde a caça é permitida, é contra o aborto, mas tem um filho com Down descoberta na gravidez, e isto é, além de não ter agido contra a lei, ter vivenciado o que defende. E mais: graças a ela, quem mora no Alasca ganha 3 mil dólares de royallties do Petróleo por ano. Uma opinião pessoal sobre ela é irrelevante, ela realmente passa a imagem de fazer o que defende e isto conta muito. Ela não vive contra a lei e qualquer crítica sobre ela será moral. E cada um tem a sua.

Feminismo, Greenpeace, bom-samaritanismo são coisas que a maioria das pessoas vêem como fora da realidade e inalcançáveis. Há sempre algo errado por trás de tanta preocupação em ser exemplo. E, pra política, isto não serve mais.

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