
É um problema sério o individualismo. A pessoa que é assim não aceita a representatividade. E a democracia pressupõe isto. E quanto mais extremista, mais intolerante, porque o radicalismo existe a partir da invalidação do contrário.
Politicamente, sou centro-direita liberal*. É um meio termo tendencioso, digamos, analítico-posicionado.Coincidentemente, me peguei numa discussão a respeito do terceiro mandato do Lula. E o radical nunca vê argumentos "convincentes". Então, organizei alguns deles e vou guardá-los aqui.
Num Estado Democrático, quem representa os interesses do povo são os partidos políticos, não os indivíduos. Quando você perpetua um indivíduo no poder, você tira o direito de concorrência dos outros do mesmo partido político que ele e daqueles de outros partidos. Você perpetua uma ideologia partidária, discriminando as demais e você discrimina um indíviduo pelo que ele é, não pelo que ele defende.
E, também, na nossa História Política, observa-se que INDIVIDUOS ocupavam a presidência a partir de golpes de Estado e os interesses individuais se sobrepunham às diferenças. Os militares se sobrepunham na ditadura militar, o populismo (fascismo) do Vargas , o presidente mais popular até hoje, defendia as elites, etc. Com uma maioria carente, bastava que se atendesse a seus anseios imediatos e o político era reeleito. E até hoje isso é feito, e com o lula não é diferente.
Além de tudo isso, há a imunidade parlamentar que PROTEGE O CARGO, não o indívíduo. Então, havendo crimes ou suspeitas, sustenta-se a impunidade, porque o ocupante de cargo político continuaria no poder. E, no caso do presidente, ele escolhe quem vai julgá-lo por nomear os ministros do STF. Lula já nomeou 7 dos 11 ministros.
Não é óbvio que se é exigível vinculação dos políticos a Partidos Políticos depois de eleitos, e que cada partido tem uma representação diferenciada dentro do congresso, seja justamente pra igualar a representação? Como se pode ter um indíviduo mais importante que o partido? E, num cargo presidencial, o Lula é conhecido por todos. Nas últimas eleições, a Heloisa Helena era? O Cristovam Buarque era? Será que eles tiveram as mesmas chances nas campanhas?
Vocês não acham que o PT e o PSDB foram os partidos que mais atingiram o país por causa do dinheiro que tinham para campanhas e que concorreram em igualdade entre si, mas em desigualdade brutal em relação aos demais partidos e que, por isso , se defende o financiamento público das campanhas? Como podem minorias defenderem isso? É de direito de representação que se esta falando. Partido político defende interesse público. Coletivo. Nada mais contrario a isso que discriminação.
Existem mais, obviamente,mas não creio que haja motivos que convença um radical individualista, pois sua visão é tão limitada que o impede de enxergar além dos seus interesses. Isso é muita ignorância.
* Vi hoje no politicômetro da Veja.
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