Ontem, foi aniversário da minha irmã e, segunda, o blogspot não entrou. Isso explica a ausência de dois (quase três) dias.
Às vezes, é necessário voltar ao começo pra renovar os conceitos. Coisas que a gente até vê no início da faculdade, mas que não dá muita importância.
Eu vi um comentário a respeito dos direitos humanos. Bem polêmico. Dizia que direitos humanos eram usados pra sustentar um consenso que parece impossível e que abrange um leque de possibilidades de uso dos tais direitos humanos é tão grande e que eles podem ser evocados, inclusive, para proteger os direitos do feto.
A crítica foi baseada em cima de fatos, e desles saiu uma "lei". Lógico. Mas são fatos que partiam de uma teoria sobre hegemonia e democracia. Era a teoria prol democracia agonista da Chantal Mouffe. Ela defende as diferenças, a representatividade delas, e a impossibilidade de um consenso. Ela acha que isso abafa o real motivo da hegemonia (liberal), que nada mais é do que, em prol do poder, negar o antagonismo na sociedade.
Não me desceu fácil não. Aí, peguei um livro do início da faculdade, do Miguel Reale, que eu nunca li, mas que tratava dentre várias coisas, da ética e de como os empiristas estão a anos-luz do Direito. E tudo parte dessa ausência de valoração. Fatos são fatos e ponto. Não os distinguem, dão-lhes a mesma natureza. E coisas importantes, como os direitos humanos, viram símbolos de hipocrisia. Não pra criar polêmica, mas por não se encaixarem na teoria. Pra eles, empiristas, melhor negar.
O Reale foi a salvação para, o que é comum dentro do empirismo , as teorias a partir da visão crítica sem demonstrar aplicabilidade prática. O cientista empírico busca conhecer ou realizar algo sem necessária e diretamente visar outras ações possíveis. Coisas que até já achava, mas não sabia fundamentar doutrinariamente. E a didática dele é incrível. Estou cheio de anotações.
Para os empiristas, é difícil perceber a valoração. Porque se baseiam em fatos e normas.Viram regras, de previsão de situações futuras. Isto quer dizer: a partir de estudos de fatos do passado, e do presente, cria-se modelos sintéticos - situações recorrentes, que passam a ser regra- para uma previsibilidade de fatos futuros, partindo-se dados pressupostos. A ciência os incorpora mesmo quando há margem de incerteza, sem diferenciar os valores (em religiosos, costumeiros, éticos, jurídicos ou morais). Do fato puro sai a lei.
O homem atua, porque se conduz. E o faz seguindo valores que ensina e lhe são ensinados. Ele tem consciência dos seus atos, diferenciando-se dos outros animais, e de que os fins que motivam as suas ações são social e eticamente necessários. Ele age conforme valores preexistentes. Sua conduta será fruto de uma ação mediante valoração. Esse valor será de acordo com a ética que lhe foi passada. O que pra ele é certo.
Às vezes, é necessário voltar ao começo pra renovar os conceitos. Coisas que a gente até vê no início da faculdade, mas que não dá muita importância.
Eu vi um comentário a respeito dos direitos humanos. Bem polêmico. Dizia que direitos humanos eram usados pra sustentar um consenso que parece impossível e que abrange um leque de possibilidades de uso dos tais direitos humanos é tão grande e que eles podem ser evocados, inclusive, para proteger os direitos do feto.
A crítica foi baseada em cima de fatos, e desles saiu uma "lei". Lógico. Mas são fatos que partiam de uma teoria sobre hegemonia e democracia. Era a teoria prol democracia agonista da Chantal Mouffe. Ela defende as diferenças, a representatividade delas, e a impossibilidade de um consenso. Ela acha que isso abafa o real motivo da hegemonia (liberal), que nada mais é do que, em prol do poder, negar o antagonismo na sociedade.
Não me desceu fácil não. Aí, peguei um livro do início da faculdade, do Miguel Reale, que eu nunca li, mas que tratava dentre várias coisas, da ética e de como os empiristas estão a anos-luz do Direito. E tudo parte dessa ausência de valoração. Fatos são fatos e ponto. Não os distinguem, dão-lhes a mesma natureza. E coisas importantes, como os direitos humanos, viram símbolos de hipocrisia. Não pra criar polêmica, mas por não se encaixarem na teoria. Pra eles, empiristas, melhor negar.
O Reale foi a salvação para, o que é comum dentro do empirismo , as teorias a partir da visão crítica sem demonstrar aplicabilidade prática. O cientista empírico busca conhecer ou realizar algo sem necessária e diretamente visar outras ações possíveis. Coisas que até já achava, mas não sabia fundamentar doutrinariamente. E a didática dele é incrível. Estou cheio de anotações.
Para os empiristas, é difícil perceber a valoração. Porque se baseiam em fatos e normas.Viram regras, de previsão de situações futuras. Isto quer dizer: a partir de estudos de fatos do passado, e do presente, cria-se modelos sintéticos - situações recorrentes, que passam a ser regra- para uma previsibilidade de fatos futuros, partindo-se dados pressupostos. A ciência os incorpora mesmo quando há margem de incerteza, sem diferenciar os valores (em religiosos, costumeiros, éticos, jurídicos ou morais). Do fato puro sai a lei.
O homem atua, porque se conduz. E o faz seguindo valores que ensina e lhe são ensinados. Ele tem consciência dos seus atos, diferenciando-se dos outros animais, e de que os fins que motivam as suas ações são social e eticamente necessários. Ele age conforme valores preexistentes. Sua conduta será fruto de uma ação mediante valoração. Esse valor será de acordo com a ética que lhe foi passada. O que pra ele é certo.
Um comentário:
Tão engraçado dar satisfações num blog que só eu leio e escrevo.
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