segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Tolerância Zero



Eu sempre ouvi falar das teorias revisionistas e acho que realmente muita coisa foi contada à moda dos vencedores. Ignoraram a bomba atômica lançada no Japão e determinaram que a terra mais santa de todas as religiões ficariam a um povo de natureza semita.

Quem tem senso crítico consegue facilmente perceber os questionamentos levantados pelo filme e a "amenizada" que o diretor resolveu dar no final. E a metaforização do homem "mais cruel " da humanidade, que já disseram até que era judeu ,e fundador do nazismo. Que nunca, nem mesmo na morte, defendeu o discurso de vítima. Este é o ponto que Daniel defende. Sempre foi conveniente para os judeus defenderem a posição de vítimas. E sempre foi conveniente todo o discurso capitalista e influência científica deles, no sentido de que os instrumentos de dominância hoje estão direta ou indiretamente ligados a eles e não nos damos conta. Um povo que não tem território fixo e que se espalhou pelo mundo que vive em universalização.

No filme estão citados vários judeus famosos, como Marx, o defensor do socialismo - contraponto dos nazistas que se diziam os verdadeiros socialistas- a Einsten que foi o cientista precursor da bomba atômica. E sobre a ética, questiona a passividade acovardada dos judeus na história. Do povo que tem um discurso a partir do sofrimento*. E, em torno deles, é criada toda uma política discriminatória de minorias marginalizadas pela sociedade (eu acredito que o movimento político em prol de interesses de minorias tenham neles o fundamento) . E muito do ódio que gera a violência neonazista se deve a esta aceitação pela sociedade. "Por que você apanha e não revida?" E mais: que o ódio e a repugnância sentida pela sociedade é geral e não-manifestada, pois ninguém quer se envolver. É melhor ignorar, torná-lo igual, e calá-lo.

A contradição do filme é sustentar todo um argumento no comportamento do protagonista e suas idéias e, depois,torná-lo um igual e agindo de forma contrária. Ele é um judeu que questiona sua religião. Ele busca um posicionamento. Ele vive na negação e na intolerância de si mesmo e, na sua inteligência e capacidade argumentativa, convence muitas pessoas. E, tal como um líder de guerra ou um chefe político, ele conhece muito bem os dois lados.



*É citado, numa reunião, um caso de um homem judeu que, no campo de concentração presenciou a morte do filho de 3 anos, a sangue frio pro um soldado alemão e na da fez. É referência à vitimização e da idéia de heróis sofredores. E também, do judeu perseguido no trem, co mcara de submisso ,que apanha e não revida, bem covarde e de aspecto frágil.

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