domingo, 16 de agosto de 2009

A moment to Remember (2004)


O amor é o sentimento mais frágil e mais avassalador do ser humano. E é efêmero também. E, por mais intenso que ele seja, quando termina, o ser humano só pensa em esquecer. E o filme gira em torno do que representa o amor e as formas de amar. Desde amor de família, do amor impossível, imoral até o desamor, o ódio. Irônicamente, o amor protencionista é do pai em relação à filha, e o ódio repugnante é da mãe em relação ao filho. E pra este é que existe o perdão, que o filme define como dar somente um canto do coração para o ódio.

Sun-Ji é uma mulher de 20 e poucos anos que acaba de se separar de um homem casado. Um relacionamento que trouxe muito sofrimento pra ela e pra sua família. No dia que é abandonada,ela conhece Chul-soo, um homem áspero,moldado pelo ódio e rejeição que a mãe sente por ele. Um talentoso aspirante a arquiteto que trabalha numa obra como contra-mestre.

Sun-ji é determinada, segura, sabe o que quer, bem sucedida profissionalmente e cresceu rodeada de amor e proteção. Já Chul-soo é frio, desacreditado na vida, apesar de talentoso, vive a menos do que merece, sem esperar nada de bom da vida por ter vivido o lado ruim. Ela é completamente o oposto dele. E eles começam a namorar, quando ela descobre que sofre de uma doença que a faz esquecer das coisas. Ou seja, enquanto ele vai descobrindo o que é amar, ela vai esquecendo. E, no amor ,dar é receber, e o ápice de sua plenitude é a renúncia. Ela renuncia ao amor do homem casado quando vê que não existe possibilidades e pelo abandono. E ele tem que renunciar a ela por um desejo dela,pra retirar a agonia dele de sofrer por estar sendo esquecido.

E existe uma cena em que ela o chama pelo nome do ex, e diz que o ama e que ele começa a se questionar sobre quem ela realmente amava: ele ou o ex. Ela renuncia ao emprego, começa esquecer o caminho de casa,os parentes, tudo da vida dela e ele se nega a deixá-la. E quando esquece tudo, ela tem um ápice de memória e o abandona definitivamente, deixando um bilhete descrevendo a explosão de sentimentos, dando-se conta de que acabara de chamá-lo pelo nome do ex.

É engraçado que, pelas duas personagens, nota-se que nos esforçamos mais pra não esquecer dos momentos ruins e do ódio, que dos bons e o amor. E, que amar é abrir mão de nó mesmos em função daqueles que amamos.
Filme sul-coreano, de 2004.
Direção de John H. Lee


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