
Uma moça chega ao bar, começa a beber sozinha. E pensa na vida, nos problemas ,entre uma dose e outra, a noite toda. E o barman ali, olhando, admirando, aguardando a hora em que vai ser necessário a ela. Ele a levará pra fora, a afastará dos outros do bar, das pessoas que esbarram, empurram, não vão dar licença pra que ela, sem equilíbrio para andar direito, passe. Ele a protegerá e guardará as coisas que ela deixou e irá beijá-la. Coisa de que ela não se lembrará, mas ela sempre volta, por não conseguir parar de beber. Tudo que ele espera durante toda a canção é a hora que ela vai pedir a conta pra levá-la pra fora pra ir embora.
Esta é a estória de "Between the bars" do Elliott Smith, um dos maiores compositores americanos. Ele era alcóolatra, viciado em drogas e cometeu suicídio. Com uma facada no peito. Era um poeta. Uma pessoa que percebia o mundo e sofria com ele. "Miss misery" é a tradução deste sentimento e "I better be quiet now" traduz a saudade que ele tinha de alguém (provavelmente o motivo de ele não ver mais sentido na vida). "Angeles" trata do artista Elliott, insatisfeito por ver que outras pessoas ganhavam mais dinheiro pela exploração de seu talento que ele mesmo. "Says I seen your picture on a hundred dollar bill"- o dinheiro, a fama, a lábia do "Diabo" que vai fazer você assinar o contrato de venda da sua alma.
Para pessoas sensíveis, tudo ganha dimensão enorme. O sofrimento é amplificado. Primeiro, por terem consciência da situação que vivem, e, segundo, por não serem exatamente o que os outros esperam. Não existe outro que seja mais tocante que ele. Não mesmo. Ele expunha sua vida, seus sentimentos nas canções. Tão simples. E as pessoas falavam o contrário pra ele. Diziam "Você é forte, nunca erro". E ele respondia: "Você está falando sério?".
É ele quem dá título ao blog. "A Distorted reality is now a necessity to be free" é uma canção dele. É a mais pura verdade. De quem se espera estar compondo, fingindo ser alguém que não fala o que sente. Mas era que ele sentia, sempre foi.
"I know youd rather see me gone
Than to see me the way that I am
But I am in the life anyway"
Recomendo.
Esta é a estória de "Between the bars" do Elliott Smith, um dos maiores compositores americanos. Ele era alcóolatra, viciado em drogas e cometeu suicídio. Com uma facada no peito. Era um poeta. Uma pessoa que percebia o mundo e sofria com ele. "Miss misery" é a tradução deste sentimento e "I better be quiet now" traduz a saudade que ele tinha de alguém (provavelmente o motivo de ele não ver mais sentido na vida). "Angeles" trata do artista Elliott, insatisfeito por ver que outras pessoas ganhavam mais dinheiro pela exploração de seu talento que ele mesmo. "Says I seen your picture on a hundred dollar bill"- o dinheiro, a fama, a lábia do "Diabo" que vai fazer você assinar o contrato de venda da sua alma.
Para pessoas sensíveis, tudo ganha dimensão enorme. O sofrimento é amplificado. Primeiro, por terem consciência da situação que vivem, e, segundo, por não serem exatamente o que os outros esperam. Não existe outro que seja mais tocante que ele. Não mesmo. Ele expunha sua vida, seus sentimentos nas canções. Tão simples. E as pessoas falavam o contrário pra ele. Diziam "Você é forte, nunca erro". E ele respondia: "Você está falando sério?".
É ele quem dá título ao blog. "A Distorted reality is now a necessity to be free" é uma canção dele. É a mais pura verdade. De quem se espera estar compondo, fingindo ser alguém que não fala o que sente. Mas era que ele sentia, sempre foi.
"I know youd rather see me gone
Than to see me the way that I am
But I am in the life anyway"
Recomendo.
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