
Mas parece que o discurso da Dilma sobre as torturas e mentiras -de que ela se orgulha tanto em saber contar- foi mais marcante. Ela pretende lançar-se à candidatura presidencial e foi beneficiada por esse ato. Tarefa que foi delegada a seus funcionários que ela tanto procura defender com suas teorias sobre direito achado na rua. E não é por solidariedade. Alguém teve interesse nessas informações, ilegais, e não foi a Soledad. Ela cumpriu ordens, foi solidária. Mas pelo crime, solidão mesmo, quem sente, é o José Aparecido, o único indiciado no inquérito da PF.
Deste inquérito, sairá uma ação civil pública, por improbidade administrativa, e uma ação penal por crime contra a Administração. Não acredito que o nome da Dilma aparecerá, mas tenho curiosidade de saber quais métodos ela usará pra isso. Porque, depois daquele discurso frente ao Agripino, e pelas atitudes dela diante desse caso, ela é bem solidária à violação de direitos fundamentais. Seu idealismo, de outrora, já foi pragmatismo e agora, é conveniência. Como o da Soledad e do José Aparecido, que deram a cara a tapa e vão responder por um crime de interesse dos outros. Cederam.
Já sabemos de onde saiu, quem fez, mas não sabemos o principal: pra quem e pra quê? Bom, já temos certeza, mesmo "sem provas", de quem gostou da estória: Dilma, aspirante a Hillary tupiquiniquim. Provavelmente, sairá ilesa, tornando-se, quem sabe?, presidente. E ainda reclamam da impunidade penal para assassinos, ladrões, etc., pelo tempo pena e esquecem-se da impunidade política, que, além de não haver condenação, é premiada.
*Já vi que até o fim do governo Lula, não sai meu concurso pra PF. Ele parece não gostar da PF. É compreensível.
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