
Estava eu lá no blog da socióloga. Estava-se comentando a respeito da Dilma x Agripino. Surgiu aquela inflamada no discurso da Dilma, que apanhou na ditadura, com 19 anos, foi presa 3. Aplausos.
O Agripino quis tentar levar a discussão pra ética dela. Para aí então, ela falar sobre o dossiê e a relação dela com isso, em vez de, mais uma vez, eximir-se da responsabilidade. Ele mencionou trechos em que ela dizia que mentia enquanto torturada na ditadura. Chamou-a de mentirosa, antiética e hipócrita. Isso mesmo. Uma vez que ela, antes defensora da democracia, utiliza informações sigilosas pra obter privilégios políticos, porque será futura candidata à presidência. Se já mentia num regime ditatorial, imagina num regime democrático.
Ela é oportunista, mas, na política, todo mundo é. O erro não foi dela, foi dele. Foi ingênuo, e, por isso, leia-se burro - na política-.
O que eu ressalto disso é que, de fato, existem diferenças óbvias entre os dois regimes, mas a ética da Dilma mudou. Ela mudou de situação e de referencial. Valeu-se de uma posição junto ao Estado, pra obter privilégios pessoais. E isso tudo às custas de um dossiê, ilegal, violando direitos fundamentais de intimidade, além de outros crimes contra a Administração. Para um estado democrático, isso é gravíssimo. Viola seus princípios: os direitos fundamentais. E aí que descamba.As pessoas querem raciocinar em relação à tortura na ditadura, com o pensamento democrático, e querem sopesar direitos. "Tortura, na ditadura, é mais grave que a violação da intimidade no estado democrático". Não é bem isso. É até o contrário. Na ditadura, não tinha direitos humanos. Nem de fato, nem de princípio. Ser democrata, era ser criminoso por este ordenamento.
Agora, num estado democrático, valer-se de uma posição junto à Administração pra violar direitos fundamentais de outrem, sabendo que, por ser agente político, é salvaguarda da proteção de tais direitos, isso sim, é violento. Falta de ética, de civilidade, de proporcionalidade. Para o nosso ordenamento atual, tem a mesma natureza que a tortura.
Colhi alguns xingamentos bem alto nível: machista, limitado, defensor da ditadura e "mamãe, sou polêmico", etc.
O Agripino quis tentar levar a discussão pra ética dela. Para aí então, ela falar sobre o dossiê e a relação dela com isso, em vez de, mais uma vez, eximir-se da responsabilidade. Ele mencionou trechos em que ela dizia que mentia enquanto torturada na ditadura. Chamou-a de mentirosa, antiética e hipócrita. Isso mesmo. Uma vez que ela, antes defensora da democracia, utiliza informações sigilosas pra obter privilégios políticos, porque será futura candidata à presidência. Se já mentia num regime ditatorial, imagina num regime democrático.
Ela é oportunista, mas, na política, todo mundo é. O erro não foi dela, foi dele. Foi ingênuo, e, por isso, leia-se burro - na política-.
O que eu ressalto disso é que, de fato, existem diferenças óbvias entre os dois regimes, mas a ética da Dilma mudou. Ela mudou de situação e de referencial. Valeu-se de uma posição junto ao Estado, pra obter privilégios pessoais. E isso tudo às custas de um dossiê, ilegal, violando direitos fundamentais de intimidade, além de outros crimes contra a Administração. Para um estado democrático, isso é gravíssimo. Viola seus princípios: os direitos fundamentais. E aí que descamba.As pessoas querem raciocinar em relação à tortura na ditadura, com o pensamento democrático, e querem sopesar direitos. "Tortura, na ditadura, é mais grave que a violação da intimidade no estado democrático". Não é bem isso. É até o contrário. Na ditadura, não tinha direitos humanos. Nem de fato, nem de princípio. Ser democrata, era ser criminoso por este ordenamento.
Agora, num estado democrático, valer-se de uma posição junto à Administração pra violar direitos fundamentais de outrem, sabendo que, por ser agente político, é salvaguarda da proteção de tais direitos, isso sim, é violento. Falta de ética, de civilidade, de proporcionalidade. Para o nosso ordenamento atual, tem a mesma natureza que a tortura.
Colhi alguns xingamentos bem alto nível: machista, limitado, defensor da ditadura e "mamãe, sou polêmico", etc.
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