sábado, 26 de abril de 2008

Estava discutindo com uma socióloga sobre educação. E eu, advogado, como qualquer estudante de direito, tenho aquela visão "ser" e "deve ser" e, o sociólogo, só o "ser", porque ele pára no meio do caminho mesmo. Ele, pragmático, e você, idealista. Ele fala que o problema é a diferença de certificados de ensino superior e você explica que não, que se trata de uma conseqüência da diferenciação do segundo grau. E ele, então, fala que você está deslocando o problema para o segundo grau. Que ensino superior dá um up na vida do indivíduo e é fundamental para ascensão social.

Bem, fundamental, não é. Acabou se tornando. Logicamente, que esse "boom" de universidades particulares contribui pra isso. E, o responsável por ele, é um sociólogo. E, hoje, sei que dói muito fazer um concurso onde a diferença entre segundo grau e ensino superior é de 600 reais. E ter ensino superior deveria ser uma opção, por representar uma profissão, e não algo do tipo
"qualquer um serve".

O que dificulta a discussão é a diferença de tratamento que as ciências dão a ela. Se é flagrante, pra mim, a importância do acesso à educação no ensino médio, pra socióloga, o importante é abrir as portas da classe média e universalizar os diplomas. E o governo também acha isso, mas por conveniência - não o princípio da Administração-. E as minorias, as Ongs, os partidos e muitos universitários, pelo interesse numa solução imediatista.

E você fecha na diferença entre ser pragmático e ser idealista. Ser idealista é o certo e, pragmático, o fácil. O "problema" é só um termo que você vai movimentando entre as vírgulas da sua argumentação. Porque o discurso em si não vai na falta de um direito, num problema social, mas numa emenda que você faz pra seguir o "fluxo". Pra eles, né?

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