sábado, 26 de abril de 2008

E o Tibete,hein?

Clarividente, o assunto já está manjado. Aproveitaram agora, que a tocha olímpica está perâmbulando pelo mundo, pra destacarem "as manifestações". Logicamente, ilegítimas e oportunistas e querendo chamar a atenção do mundo à defesa de uma causa que nem, (de longe) é reflexo de injustiça. Quando "O Mundo" olha o Tibete, olha o Dalai Lama e olha "o Budismo", a religião da moda. Assim, a manifestação carrega aquele tom "Marahtma Ghandi", de manifestação zen, pacífica, de greve de fome. Não é. Ainda que com trilha da Bjork.

E aí que ninguém compra notícia que fale mal do budismo e tire a cara de paz do Dalai Lama. E ninguém associa a imagem dele às mortes de chineses no Tibete. E nem que essa invasão da China talvez seja pelo desrespeito, primeiro, do Tibete - que pertence a ela-. Depois que baixa a poeira do estardalhaço , as verdades vão aparecendo.

Não é da nossa conta que a China seja comunista, ou que, antes da tomada do Tibete, ali existia a mais completa miséria. E que há um interesse financeiro e de exploração da fé evidente nessa "liberdade" tibetana, e, que os monges tibetanos fazem crueldades com chineses, depois posam de bonzinhos. Não nos interessa, mas, aproveitar-se de um momento das olímpiadas, que tem outra vibe, outra conotação, pra fazer justamente o contrário, e promover interesses políticos, aí foge à razoabilidade. Porque parte para o desrespeito (a tudo). E um boicote seria ainda mais imbecil.

A Revista Época de 14-04 tem uma explicação pra isso. Acho que, na Folha , também saiu. E eles embasam bem o motivo, momento histórico e o que há por trás disso. Pode até ser que seja mais um pró-olimpíadas, anti-Tibete, do que fato jornalístico imparcial. Mas mesmo assim, tira qualquer caráter pacífico do Tibete e "a injustiça" que estão querendo atribuir à relação da China com eles.

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