Clarividente, o assunto já está manjado. Aproveitaram agora, que a tocha olímpica está perâmbulando pelo mundo, pra destacarem "as manifestações". Logicamente, ilegítimas e oportunistas e querendo chamar a atenção do mundo à defesa de uma causa que nem, (de longe) é reflexo de injustiça. Quando "O Mundo" olha o Tibete, olha o Dalai Lama e olha "o Budismo", a religião da moda. Assim, a manifestação carrega aquele tom "Marahtma Ghandi", de manifestação zen, pacífica, de greve de fome. Não é. Ainda que com trilha da Bjork.E aí que ninguém compra notícia que fale mal do budismo e tire a cara de paz do Dalai Lama. E ninguém associa a imagem dele às mortes de chineses no Tibete. E nem que essa invasão da China talvez seja pelo desrespeito, primeiro, do Tibete - que pertence a ela-. Depois que baixa a poeira do estardalhaço , as verdades vão aparecendo.
Não é da nossa conta que a China seja comunista, ou que, antes da tomada do Tibete, ali existia a mais completa miséria. E que há um interesse financeiro e de exploração da fé evidente nessa "liberdade" tibetana, e, que os monges tibetanos fazem crueldades com chineses, depois posam de bonzinhos. Não nos interessa, mas, aproveitar-se de um momento das olímpiadas, que tem outra vibe, outra conotação, pra fazer justamente o contrário, e promover interesses políticos, aí foge à razoabilidade. Porque parte para o desrespeito (a tudo). E um boicote seria ainda mais imbecil.
A Revista Época de 14-04 tem uma explicação pra isso. Acho que, na Folha , também saiu. E eles embasam bem o motivo, momento histórico e o que há por trás disso. Pode até ser que seja mais um pró-olimpíadas, anti-Tibete, do que fato jornalístico imparcial. Mas mesmo assim, tira qualquer caráter pacífico do Tibete e "a injustiça" que estão querendo atribuir à relação da China com eles.
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